sábado, 30 de agosto de 2025

Recomeço. parte 1 - Estúdio UD

Em tentativa de esquecer ele, Amanda foi para o Bosque Maia dar uma caminhada, afinal, ele não nunca mais foi com ela.

Com seus fones de ouvido, ela se perdia em pensamentos e não via as pessoas ao seus redor. Tanto que não notou quando a pessoa que menos queria ver, passou do seu lado com seu melhor amigo.

Rafael era amigo dos dois, mas depois de uma conversa que Amanda teve com ele, não tinha certeza se os dois ainda eram amigos.

E na tentativa de manter distância do ex, Amanda foi mais para o lado, sem perceber o lago que quase caiu. Digo quase, pois alguém misterioso interrompeu seu destino:

- Você está bem? - perguntou ele, soltando a cintura da moça ao ver que havia firmado os pés no chão.

- Estou - foi a única coisa que ela respondeu.

Amanda não queria conversa, queria ficar sozinha de qualquer ser vivo. 

Aquele término ainda estava em sua cabeça, tão vivido, que qualquer pensamento poderia lhe fazer chorar.

Ela adentrou a mata, com o intuito de não visualizar olhares indesejados para cima dela; não se importava se era perigoso ou não, logo teria que trabalhar mesmo, não teria tempo o suficiente para que algo acontecesee.

Mas aquele garoto, seu herói, que até então só olhava para ela, enquanto se distanciava, percebeu algo único e diferente no local da queda:

Os fones que ela usava.

Ele não pensou duas vezes em pegar na intenção de devolver.

Sabendo o exato caminho que ela tomou, ele foi atrás, mas ao encontra-la, o destino lhe impediu de fazer o que ia.

Ela se levantou apressadamente de onde estava e começou a correr. Estava atrasada, não havia colocado o celular para despertar.

Amanda passou correndo pelo jovem, sem ao menos nota-lo.

Aquilo o deixou confuso, tão confuso que mal pode se mexer, até que viu outro objeto, dessa vez, a onde Amanda estava sentada.

Se aproximando, ele pegou e percebeu que era o crachá de trabalho da jovem. Lá tinha seu nome, e obviamente, a identificação de onde trabalhava.

Agora ele tinha duas coisas para devolver para ela, mas dessa vez, não teria erro.

Com os objetos em mãos, ele saiu do Bosque Maia. Não era sua primeira vez alí, afinal, morava nas proximidades.

Seguiu para o Barbosa, mesmo sua intenção sendo outra, ele poderia muito bem passar e comprar alguma coisa.

Ao entrar, foi direto para o balcão de atendimento, precisava deixar os objetos.

- Boa tarde, como posso ajudar? - disse uma funcionária.

- Encontrei uma coisa, acho que é de alguém que trabalha aqui - ele colocou o chará sobre o balcão.

- Há, muito obrigada por devolver - disse a funcionária.

- Poderia chamar a dona por favor? Gostaria de devolver pessoalmente - pediu ele com uma educação que não se lembrava de ter.

A funcionária concordou com a cabeça, e pegou um microfone.

- Amanda E-commerce, comparecer a frente de caixa - e repetiu isso algumas vezes.

Não demorou muito para que uma garota baixinha, aparecer correndo enquanto puxava um carrinho de comoras e provavelmente xingando, mesmo que sua boca se movimentava sem sair som algum.

Pouco antes de chegar ao destino, a rodinha do carrinho enrostou em uma prateleira, fazendo com que alguns produtos caíssem.

Esse era seu destino, sempre foi: ser um desastre por onde passava.

Mas uma vez, ela aprendeu uma lição, de nunca deixar algo bagunçado.

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