sábado, 11 de outubro de 2025

Vazio

Já não é a primeira vez, que me perco no que faço, que o foco de pouco tempo atrás, não existe mais. 

Essa vida, tão animada, perde o sentido.

Me prometi muitas coisas e no fim, tudo se perdeu. Planejei tempos para mim, coisa que antes foi removida.

A correria do dia, me tirou a alma. Mas a paz, não se tem lugar.

Controlo o que faço e como faço, mas os portões para outros, ainda se encontram fechados.

As músicas que ouso, já não invadem mais minha mente. O que escrevo, demorou a pensar...

Mas o destino é assim, definimos e depois descobrimos.

Não posso falar de amor, pois aquele da qual sentia, foi roubado de mim. O medo que tanto tinha, de perder a felicidade, se realizou.

Muitos pensam que sou feliz, mas não me sento feliz.

Não me importo mais com. A minha vida. Leve-me daqui, o quanto antes.

Preciso sobreviver esse ano, talvez no próximo, eu passe a viver.

Estou com aquela sensação de novo, de ser um erro. 

Me mantive quieta, acho que me desloquei da realidade mais uma vez.

Quero chorar, mas o sentimento não me vêem.

Talvez, eu consiga realizar tudo o que desejo. Talvez. Devo ter paciência, apenas.

Odeio fim de ano. Pensar que mais um se foi e que nada aproveitei e sim desperdicei. Com a promessa que o próximo será melhor, mas tudo apenas se repente.

O destino me quis em dezembro, as vezes meus presentes dobram, as vezes são um. Mas ainda assim, me lembra que tudo não significa nada.

Nunca pude comemorar na escola. Esse ano, seria minha última chance. E já sei que não vai acontecer, como foi nos outros.

Já me disseram que fazemos nosso futuro. E aqui está o meu: vou seguir o que o destino me colocar. Claro que tenho expectativas, mas não posso me prender ao que quero.

Já sei os resultados de muita coisa, afinal, no final sempre é o mesmo.

As vezes, só quero ficar sozinha em meio ao silêncio.

As vezes dizem me conhecer, mas não vêem aquilo que escondo.

Não tenho vida social e nem liberdade para isso.

Ano que vem, estou pensando em procurar por uma casa. Mas, ao mesmo tempo, estou insegura, sei que meus pais me protegem.

Eu não conto as coisas pra eles, não sei porque.

Eu respeito os outros e os amo como são, cada peculiaridades me cativa. Acredite, adoraria pegar a garota de cabelo colorido que vi no meu trabalho, até me atrapalhei por não parar de olhar.

Mas, por as pessoas não são assim comigo?

Não decido fazer mal a ninguém, mas ainda assim, ninguém vê quem eu sou.

As vezes, colocam a culpa na adolescência, dizendo que tudo logo irá passar. Mas, então, por que esses sentimentos só aumentam?

Não vejo ninguém me apoiar, apenas questionar e brigar, como se eu fosse errada em seguir o meu sonho.

Acho que devo realmente prefirir mulheres a homens. Infelizmente, os dois me dão problemas.

Talvez, eu esteja me torturando de propósito, como foi com a gengiva e com minha boca, gosto de saber que o monstro do qual todos se afastam, está sofrendo. 

Mas as vezes, não funciona e tenho que ir para o mental.

Já não basta estragarem tudo? Eu tenho que fazer isso por mim.

É tão errado assim, querer se parecer com um homem? É tão errado assim não se indentificar com um gênero? É tão difícil apenas, não usar pronomes?

Me sinto invisível, não acolhida. Como se fizessem de propósito, mais uma vez.

Isso doe sabia? Saber que está acontecendo de novo, por causa desse meu jeito que ninguém conhece de verdade.

Só vejo as pessoas indo, sem me dizerem seus motivos.

Sei que você irá também, mas se não for, tenha paciência, talvez ano que vem, esse demônio saia de mim... Ou eu sou o demônio e também te expulsaria da minha vida assim que você permitir que ele saia.

As vezes, queria não revelar meu verdadeiro eu para as pessoas.

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