Enquanto para seu herói, a noite seria longa.
Ele se encontrava no telhado de sua casa, olhando o céu noturno. Sempre se atraiu pela noite.
- Kalleb, vem comer! - ouviu chamarem.
Voltando para a realidade. O jovem desceu pela janela de seu quarto e foi jantar com sua família.
Nunca foi muito de comunicação, então ao terminar, retornou para o quarto.
Estava na hora. Pegou seu kit de spray, colocou um capuz sobre a cabeça e saiu de casa.
Caminhou por um tempo, até encontrar um muro em branco. Logo começou sua artes.
Ele não pichava, mas sim desenhava, transmitia sua alma no que fazia.
Quando terminou, se afastou e olhou para a pintura; eram flores de cerejeiras caindo por toda parte.
Com orgulho, assinou seu nome e voltou para casa. Aquila pintura lhe custou bastante tempo.
Ao chegar no quarto, não resistiu e caiu sobre a cama, estava com um sorriso distinto no rosto e não se importou com tal ao adormecer.
A rotina no dia seguinte dos dois, eram muito diferentes.
Amanda ainda estudava, não tinha amigos, então tinha mais tempo para si, incluindo os estudos que tanto gostava.
Mas Kalleb, já havia terminado a escola. Era só um ano mais velho; mas ainda assim, se mantinha ocupado, ajudando sua irmã com as roupas e sua melhor amiga com as músicas.
Os únicos momentos livres, eram no momento em que iam para o Bosque Maia e durante a noite.
E foi isso o que aconteceu seu, pelo menos para Kalleb, que retornou ao local na mesma hora do dia anterior, torcendo pra encontrar a garota atrapalhada novamente.
Mas isso não aconteceu. Ela não estava lá.
Ele começou a se achar um idiota por pensar que ela estaria.
Saiu do Bosque Maia um pouco chateado com sigo mesmo.
Até que de repente, se lembrou de algo: sabia a onde ela trabalhava, e a hora.
Sem intenção de ser um estalker, ele foi direto para um banco ao lado de uma cafeteira, um lugar que tinha a entrada do Barbosa como vista.
E lá estava ela, sentada sozinha, enquanto comia um lanche. Parecia cantar algumas vezes, pois seus lábios se mechiam até mesmo sem está comendo.
Quando se deu conta, já havia se perdido naquela vista. O tempo era outro, era mais lento.
Mas logo voltou a realidade ao vê-la se levantando e entrando. Havia dado a hora dela ir trabalhar, ele sabia disso.
Sem ela para fazer seu dia parar, só lhe resta fazer isso por conta própria. Colocou seus fones e passou a ouvir música.
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