quinta-feira, 23 de outubro de 2025

⏳1° Geração Humanos ⏳ {Benny Olzam}⏳(UD-ESTÚDIO)

Benny Olzam

Com seu violão, Benny cantava no quintal de sua casa.

Pode ser a cantora mais famosa de todos, mas ainda preferia a vida simples que seus pais aditivos lhe proporcionavam.

Mal sabia ela, que seus pais, observavam a todo momento.

Naquele dia, eles haviam recebido uma ligação diferente. Era a mãe de Benny, querendo a filha de volta. Ainda não sabiam como dá a notícia para a filha.

Benny só interrompeu a música que cantava, após ela mesma receber uma ligação.

— Que foi? — perguntou ela para a pessoa do outro lado da linha.

Era Kalleb, seu melhor amigo e, também a pessoa que lhe ajudou com a adoção.

— Temos um problema... — começou Kalleb, timidamente — na verdade, você tem um problema...

— Como assim? — Benny se alterou.

A garota pensou que pudesse ter haver com algo do estúdio, ou até mesmo suas músicas, não imaginava o que estava por vir:

— Sua mãe está aqui... — a voz de Kalleb era quase inaudível.

— Minha mãe?

— A sua mãe de sangue... 

Benny ficou muda. Kalleb decidiu não falar nada, tendo a ligação desligada após um tempo.

Benny ficou no quintal, parada olhando para o nada, não sabia que reação deveria ter.

Seus pais, imaginando a notícia, foram até a jovem.

— Benny... — começou sua mãe, tentando abraça-la.

Benny se afastou. Era a defesa que tinha antes de começar a chorar.

— Minha pequena — disse seu pai, que conseguiu abraça-la.

Nós braços do pai, Benny começou a chorar, como se tivesse sem saída de qualquer coisa.

— Ela está lá no OE... — murmurou Benny em choro.

— Nós sabemos pequena... — seu pai lhe acariciou os cabelos.

Depois de um tempo que parecia eterno, Benny parou de chorar.

— Podemos ir até lá? — perguntou Benny, deixando a mãe em choque.

— Tem certeza disso Bebezinha? — perguntou sua mãe.

Benny concordou com a cabeça, e assim, a família foi até o Orfanato Escola de seu melhor amigo.

Ao chegar, Benny não só se separou com sua mãe biologia, como também com seu pai biológico.

Os dois brigavam pela guarda da garota, enquanto Kalleb, que tentava apaziguar, não conseguia ter reação, já que sua sensibilidade auditiva estava sendo afetada pelo volume da voz deles.

— Parem com isso! — Benny gritou, indo até o amigo que tampava os ouvidos — Não estão vendo que estão machucando ele?! — Os dois pararam e olharam para Benny.

Benny, por sua vez, não tinha interesse naqueles dois, que nem se quer eram um casal. Mas sim, verificava se os ouvidos de Kalleb estavam normais.

— Está bem? Consegue me ouvir? — perguntava.

Benny e Kalleb tinham um amizade estranha, com um pouco de ódio, mas ainda assim, um segundo preocupa com o outro.

— Sim... — gaguejou ele.

— Cadê a sua mãe Kalleb? — perguntou ela, vendo o amigo se recompondo.

— Dando aula...

Benny sabia que, agora que Kalleb era 100% oficial como dono do Orfanato Escola, algumas coisas mudaram para o jovem, que era sensível ao mundo.

— Esse muleque não consegue nem falar! Aquele papel não vale nada! Nem a pessoa que assinou está presente! E sim um menor de idade — disse a mãe biológica de Benny.

— Pra sua informação, já tenho 18 anos e sou o dono e criador desse orfanato! — disse Kalleb, conseguindo manter a voz firme.

— Agora fala? — perguntou o pai biológico.

Aquele tratamento sempre foi odiado por Benny, mas não foi ela quem tomou iniciativa.

— Deixe o garoto em paz — disse a pessoa que Benny considera mãe.

— E, se precisar, as leis de adoção ainda permitem que os papéis sejam refeitos! — concluiu Kalleb.

— Mas não serão! Levarei a minha filha de volta comigo! — disse a mãe biológica, puxando a menina pelo braço.

— Na verdade, se nem um papel for assinado, nem como adoção e nem como retorno a paternidade, Benny não pode ser de nem uma das famílias — de repente, apareceu uma mulher baixa.

Era Kamilly, a mãe de Kalleb. A mulher falava calma, mas com toda a certeza na voz.

— Como é que é? — a mãe biológica questionou.

— Desculpa, mas não tenho o costume de repetir o que falo — Kamilly se colocou ao lado do filho — nem mesmo para meus filhos.

Um silêncio se instalou, mas logo Kamilly olhou para o braço de Benny, ainda sendo apertado, enquanto a menina tentava se soltar, mas demonstrava sinais de dor.

Kamilly, ágil que era, soltou Benny rapidamente, surpreendendo a todos.

—E é por meus ensinamentos, que meus filhos são desse jeito — completou ela, ao ver Kalleb proteger Benny, atrás de si— por isso, que ele, como dono e criador, tem mais voz nesse lugar do que eu.

Nem um som foi emitido, até o momento que Kamilly olhou para o filho, esperando alguma reação.

— Me diga querido, como fará?

Kalleb pensou por um tempo, olhou para a amiga e se lembrou do que lhe fez dar origem ao OE.

— A escolha é de Benny, ela escolhe com quem vai ficar...

Kalleb queria fazer com que Benny fosse para frente, mas percebeu que ela estava nervosa demais.

— Eu... — a menina olhou entre os pais paternos e os adotivos — eu... — ela começou a pensar na felicidade que tinha — escolho os meus verdadeiros pais — disse ela de repente, deixando todos confusos — os que me deram amor! Os que me vêem de verdade! E não o meu dinheiro! — ela foi até os pais adotivos — mesmo que tenham me adotado, são os meus verdadeiros pais! — com isso, ela abraçou os pais adotivos.

— A Benny escolheu... Então, faremos um novo papel para adoção — completou Kalleb — e dessa vez, com a minha assinatura, e essa não pode ser contrariada! 

Com isso, a família pulou de felicidade, Kalleb foi para sua sala, enquanto sua mãe observava tudo, garantindo que nada de errado ocorreria.

Quando Kalleb voltou com uma prancheta em mãos, com vários papéis, assinando cada um deles.

— Irei precisar da sua assinatura Benny — ele mostrou a prancheta para a amiga — aqui... Aqui... E aqui — mostrou os lugares, folheando as folhas.

Benny pegou a prancheta e começou a assinar, depois, Kalleb mostrou os lugares que os pais adotivos deveriam assinar e logo depois, para os pais biológicos, que mostravam resistência.

— Foi uma escolha dela, não minha — a voz de Kalleb soava igual a da mãe.

A autoridade na voz fez os pais aditivos não terem escolha, assinaram receosos.

— Caso interferirrem em qualquer coisa que envolva a Benny, ela pode processa-los sem pensar duas vezes. — Isso assustou os dois — mesmo que ela tenha o sangue de vocês, agora, ela é filha deles e, oficialmente é Benny Fazendy Campis. 

Kamilly sorriu, sabia que Olzam no nome, era apenas o sobrenome artístico.

E assim, os pais  biológicos de Benny, saíram do Orfanato Escola resmungando por não conseguirem o que tanto queriam. Deixando a família ainda mais contente.

Benny logo saiu do abraço de seus verdadeiros pais, assim como os chamou, momentos antes.

Benny foi abraçar Kamilly, para assim agradecer e Kemilly foi amável, como sempre era. 

Após abraçar Kamilly, Benny foi abraçar o Kalleb; de primeiro momento, os dois se estranharam, mas logo se abraçaram e Benny o agradeceu. 

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