Amanda não era o tipo de pessoa que saia e se aventurava, isso, antes de conhecer seus melhores amigos.
Aquele dia, ela havia dormido no estúdio, lugar que se reunia com os amigos.
O lugar era mágico, o tempo passava devagar em comparação ao lado de fora, o que lhe permitia fazer de tudo.
Ao acordar, se levantou e foi até o andar de baixo. Estava vazio, havia acordado cedo amei uma vez.
Tomou seu achocolatado e subiu novamente para o quarto. Queria ficar em seu quarto, então pegou seu livro e foi para o quarto de Kalleb, que, por sua vez, dormia ocupando a cama inteira.
Ajeitou as pernas do namorado e se sentou na cama, começando a ler e voz baixa, sabendo que ele amava ouvir sua voz.
Kalleb reconheceu a realidade até em seus sonhos, se virando na cama e dando um sorriso discreto, mas notado por Amanda.
O dia foi amanhecendo e logo Amanda terminou seu livro.
Quando ia se levantar, foi puxada por Kalleb e ouviu um murmúrio:
— Fica... Só mais um pouquinho...
Não resistiu, se deitando na cama, colocando a cabeça sobre a mão dele, como sempre fazia.
— Por que não disse que estava acordado?
— Gosto de te ouvir lê, sempre gostei — respondeu ele, abrindo os olhos.
Amanda sorriu com aqueles olhos azuis do namorado.
— Seu idiota — murmurou sorridente.
Inquieta, saiu da cama, ouvindo um murmúrio de Kalleb que se forçou a levantar também e ir atrás de Amanda.
Os dois seguiram para o andar de baixo, mas para a surpresa de Kalleb Amanda seguiu para a floresta junto dele. Quando terminou, os dois entraram, percebendo que todos já se encontravam acordados.
— Alguém planejou alguma coisa pra hoje? — viu Benny perguntar.
— Estava pensando em alguns jogos, que tal? — sugeriu Amanda.
Talvez não fosse a melhor ideia, já que Benny era muito competitiva, mas todos concordaram.
Decidiram jogar o jogo verdade ou desafio, mal sabia que isso estava fazendo com que Amanda tivesse mais ideias para escrever.
O jogo seguia animado, mas haviam se dividido em dois grupos sem perceber: homens e mulheres.
Infelizmente, Amanda não gostava muito disso então saiu fora e pegou um outro jogo, sabendo que seu melhor amigo estaria disposto a jogar.
— Xadrez? — perguntou para o albino.
— Xadrez! — respondeu ele animado.
Os dois se afastaram um pouco do grupo e começaram a jogar.
Eles dois viam além dos gêneros e estavam bem com isso, os amigos respeitavam o espaço deles e estava tudo bem.
Conversavam entre si, sobre assuntos variados.
Esse era um dia normal de Amanda, um dia que lhe deixava feliz e confortável. Uma rotina de quando não tinham o que fazer.
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