terça-feira, 14 de outubro de 2025

📓 O Caderno do Destino 📓 parte 7 {UD-ESTÚDIO}

Sabia que almas de Bjetis também podem ir para outros? Ou até mesmo para pessoas? 

Eu não.

Fiquei sabendo por causa da Estudrys, "a nossa bjeti".

Os bjetis lembrança são tão raros que podem ser qualquer coisa que tenha uma lembrança, se manifestando de formas diferentes. 

Para a banda K&R, os instrumentos músicas apenas revelam as memórias de seus antigos donos.

Enquanto Estudrys, guarda as "vidas" de todos que lá já passou. Mas, como outros, ela também pode se tornar uma humanoide, só que, diferente dos demais, o prédio não some.

Ela me disse que as lembranças do K&R estão com ela e que ela está com o próximo, não entendi direito sobre aquilo.

— Como assim? — perguntei.

— Existirá outro depois de mim — e sorriu.

A primeira geração não teve, pelo simples fato de ser a primeira. O que lhes ajudava era a bjeti do meu avô, que era um álbum de fotos.

Depois deles, começou a surgir. Como a segunda geração tinha mais contato com a primeira, o bjeti Lembrança, foi para a banda, que viveu entre a primeira e a segunda geração sem fazer parte delas em si.

Depois, veio Estudrys, que ajuda
 a gente, da terceira geração a lembrar e vivênciar um pouco das gerações passadas.

Aquela frase de Estudrys só me fez pensar que haveria uma quarta geração, mas ela não sabe sobre o futuro.

— E porque não seria você?

— As lembranças passam de geração em geração Dezin — ela sorriu, me chamando pelo apelido da minha avó.

Ela conseguiu se materializar em qualquer um que já esteve lá. 

Já tentou me dar uma bronca como se fosse meu pai, mas não deu certo.

Mesmo que seja o clone perfeito, eu não caio nessas coisas, sei reconhecer quando as pessoas não são o que são.

Não é atoa que até hoje não fiz amigos. Todos tinham interesses no que minha família conquistou. 

E, infelizmente para eles, sei reconhecer mentiras.

Já fui tachado por várias coisas, na maioria era de ódio vindo de colegas, a minoria era de pessoas mais velhas, que achavam que meu avô era meu pai por sermos tão parecidos.

Quando me dei conta, Estudrys já estava na forma da minha avó, eu queria muito pedir para ela voltar, mas pensei melhor e a olhei sério.

— O que ela diria? Para o passado dela? — perguntei.

— Não chore pelos machucados, cicatrizes mostram força. Lute pelo certo, mesmo com pé atrás. Viva sua história. Seja você. — ela tentou pensar, mas no fim, deu de ombros — coisas do tipo.

Sorri de canto, mas não foi pelas palavras, mas sim por ouvir um bater de asas vindo de trás.

Não demorou muito para que minha verdadeira avó se senta-se ao meu lado.

— Que tal assim — ela começou a falar — A vida cheia de desafios, as pessoas não vão gostar por você ser diferente, mas continue lutando, pois logo chegará no melhor lugar. O futuro de aguarda para ter muitas coisas, não tenha medo das quedas do caminho, chore o quanto tiver que chorar, mas viva o que tiver que viver, supere aquele que lhe feriu e faça o oposto do que lhe fizeram.

O meu sorriso aumentou. 

Minha avó não poupava palavras, nem mesmo na escrita, o que a irritava vez ou outra. Mas ela sabia que algum dia, as pessoas dariam ouvido, isso se já não tiverem.

Encostei minha cabeça em seu ombro e me permiti ouvir seu coração bater. Era tão bom quando se misturava ao vento.

Me permite dormir e nem me dei conta quando Estudrys enrostou em mim e me fez sonhar com os meus avós quando eram mais jovens.

Espero que você, meu querido caderno, torne o meu destino, grande.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

QD - PRÓLOGO

Em uma galáxia distante, esquecida até pelos mapas estelares mais antigos, existe um planeta com uma história única. Seu nome? Lurester - o ...