Sei que eles não podem me contar sobre o futuro, mas consigo ver em seus olhos que sabem o que está acontecendo e que não podem me contar.
Sem saber para quem socorrer, fui até minha namorada e pedi para olhar o caderno de anotações dela.
Ela sempre escreve tudo o que sabe sobre os misticos.
Antigamente, minha avó tinha uma bjeti com todo o conhecimento sobre os místicos, para a sorte, Mystie desconhece da bjeti, se não, iria perguntar todo tipo de coisa.
O caderno de anotações era mais bagunçado do que a cabeça da minha avó... Amo minha avó, mas, não posso negar a bagunça...
Mystie desenhava cada místico, tinha até o Den, não pude deixar de rir ao ver que ela deixou uma asas de casa espécie.
Também tinha algumas anotações nos cantos. Naquela página em específico, falava das espécies.
Mas logo achei dos poderes, tinha dos clássicos, mas aquele que eu precisava, só tinha informações que eu já tinha.
Desapontado, voltei pra casa, pensei em escrever um pouco, mas fiquei com bloqueio enquanto estava na escrivaninha.
Me irritei e sai com raiva. Queria pular a janela, mas acabei me sentando no para-peito e olhando o nascer do sol, não havia me dado conta de que já era tão tarde.
— Ainda acordado? — fui surpreendido pelo meu pai.
Ele ama ver o nascer do sol e provavelmente iria sair para ver, mas decidiu se juntar a mim.
Como não respondi nada, ele percebeu que havia alguma coisa de errado.
— Viva um pouco Kaiden, a morte sempre está perto, e se não viver, não vamos morrer em paz — disse sorrindo.
Meu pai era professor de várias matérias, enquanto sabia a coisa certa para dizer na hora certa.
Foi ao notar o sorriso dele para o sol, que vi o sorriso do meu avô.
Após ver aquilo, minha visão focou nas minhas mãos com sangue por um tempo. Me assustei e cai da janela.
Ainda via minhas mãos com sangue, e depois, me vi segurando meu avô.
Foi aí que entendi. Aquilo se tratava da morte do meu avô...
Depois de recuperar o controle da minha respiração, soube que aquilo fazia parte do meu destino, talvez um grande, mas não sabia dizer.
O que sei, é que meu avô morreu feliz.
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