No dia seguinte, Kalleb estava deitado em sua cama, olhava para o teto de seu quarto, pensando nos possíveis motivos de Amanda ter o chamado para ir ao Estúdio, não queria admitir que a curiosidade o atormentou durante a noite inteira, fazendo com que o jovem fechasse os olhos apenas naquele momento; mas não para dormir...
Quando se deu conta, estava no interior de sua mente, olhando para um lobo de fogo, que não conseguia entender o fato de que o jovem não havia tido nem uma reação, apenas o encarava seriamente, como se estivesse pensando várias coisas sem que nem um som fosse emitido em sua mente.
— Oi? — Kall perguntou, com esperanças.
Kalleb apenas piscou, mas aquilo não foi uma resposta, mas uma ação, uma que aumentou as chamas do lobo de fogo, que quase teve a visão ofuscada com o próprio brilho, tampando os olhos para que nada acontecesse; mas ao abri-los, não estava mais na mente de Kalleb, mas sim em seu quarto.
— Pera, isso foi você? — Kall perguntou ao jovem que o encarava confuso — você consegue usar os meus poderes? — mas não teve resposta alguma, como sempre — mas, eu não posso ficar aqui... muito menos se você for para o prédio... vão me descobrir...
Mesmo não estando confuso com o que aconteceu, Kall olhava ao redor, pensativo com o que aconteceria no futuro, não sabia como seu poder funcionava para conseguir ver o que iria acontecer, o que apenas o deixava mais perplexo com tudo aquilo.
— Já sei como tentar repetir o que acabou de acontecer! Talvez de certo — mas ele não sabia o que havia acabado de acontecer...
Em uma das tentativas, Kall decidiu usar seu teletransporte, sabendo que funcionava com lugares que já havia visto antes. Para sua sorte, havia dado certo, percebendo que o sucesso arrancou uma careta de Kalleb, que foi vista pelo reflexo de um espelho que o jovem tinha no quarto. Mesmo não gostando daquilo, Kalleb sabia que seria a melhor opção.
Levantou da cama e começou a sair de casa, não precisaria avisar sua mãe dessa vez — por motivos que Kamilly teria certeza do retorno do filho que não costumava ficar parado em casa —, então o jovem seguiu para o prédio, aproveitando cada segundo de sua caminhada para olhar ao redor.
Assim que chegou, viu Benny e Amanda conversando em frente a porta, como se estivessem esperando por ele — ou pelos outros — mas Kalleb não tinha certeza de que só faltava ele, decidindo apenas se aproximar das amigas e esperar pelo o que viria asseguir.
— Você contou pra ele? — Benny apontou com um pouco de raiva.
— Eu não contei pra ninguém, apenas confie em mim — Amanda se defendeu no mesmo instate — venham, eu vou explicar tudo — e abriu a porta, começando a entrar.
Os amigos seguiram Amanda, que logo se sentou em um dos sofás. Sem muita confiança no que estava acontecendo, Kalleb e Benny se sentaram distantes um do outro, apenas observando o que estava prestes a acontecer.
— Pronto Amanda, pode nos explicar agora, por que nos chamou? — perguntou Benny, ficando um pouco impaciente.
— Agora, Mandy — pediu a jovem.
Uma dança de chamas começou a surgir ao lado de Amanda, assim que parou, um par de asas brancas se abriu, revelando uma loba de fogo. Ela olhava séria para os demais, vendo no olhar de cada, os olhos das espécies que se encontravam em suas mentes.
— Eu me chamo Mandy, sou uma loba de fogo e sei que vocês tem seres únicos dentro de si, assim como eu estava dentro da Amanda até momentos atrás — ela iniciou, chamando a atenção para si — talvez ainda não saibam como sair, mas se tem o poder de teletransporte, visualize essa sala e se teletransportem para cá.
Não demorou muito tempo para que uma cor roxa surgisse ao lado de Benny, e chamas ao lado de Kalleb; quando se deram conta, os seres que momentos antes estavam dentro deles, apareceram, como se sempre estivessem do lado de fora, mesmo que tudo ainda os surpreendessem.
— Mandy? — Kall perguntou para confirmar.
Um pequeno sorriso surgiu nos lábios da loba, fazendo com que Kall tivesse certeza de que estava diante de sua amada. A felicidade o impulsionou a correr até ela e a erguer em um abraço, que a girou no ar sem que ela se importasse.
— Eu pensei que tinha te perdido... — disse ele assim que a colocou no chão.
— Mas não perdeu... lobinho... — com isso, Mandy passou a mão no topo da cabeça de Kall.
— Ei, casal, temos um problema ainda, está bem? — Enny interrompeu o reencontro.
— Verdade, desculpa — Mandy se afastou, como se nada tivesse acontecido — pode nos contar o que aconteceu com você antes de entrar na mente dela? — e apontou para Benny.
— Eu havia acabo de me tornar uma guardiã da grande árvore... eu atravessei uma porta que deveria me ajudar a achar outros da minha espécie, mas acho que foi isso que me trouxe pra cá...
— Essa tal grande árvore, era uma cerejeira? — Kall interrompeu de repente.
— Era. Como você sabe?
Kall olhou para Mandy, como se já tivesse as respostas para tudo. Logo em seguida, olhou para Kalleb, se lembrando que ao lado do Estúdio havia uma floresta com uma cerejeira semelhante com aquela que tinha em seu reino.
Não tinha como ter certeza, mas precisava fazer alguma coisa. Então seu instinto falou mais auto e ele saiu do prédio correndo, precisava provar a si mesmo que aquela cerejeira também tinha algum poder.
— Kall! Espera! — gritou Mandy, correndo atrás dele.
Não adiantaria em nada gritar para que parassem, apenas restou correr atrás deles. Parando diante da floresta, onde puderam ver a grande cerejeira que se encontrava no centro da floresta, tão encantadora quanto em qualquer outro lugar.
— Vocês estão vendo não é? — Kall apontou para o alto, para a parte visível da cerejeira — aqui também tem uma cerejeira...
— Kall, o que você quer dizer com isso? — perguntou Mandy.
— Que essa deve ter as respostas para tudo... ou ser culpada de tudo... — com essa ultima parte, Kall não se conteve em olhar para as asas de Mandy, que recuou alguns passos — e se poder concertar?
— A grande árvore escolhe os verdadeiros reis, você sabe disso não é lobo? — disse Enny de repente.
— A gente leu sobre isso Kall, é inreversível...
Mesmo que o assunto fosse sério, não era todos que estavam prestando atenção. Kalleb mais uma vez estava hipnotizado pela cerejeira, que o convidava mais uma vez a adentrar a floresta e descobrir o que ela escondia.
— Kalleb, espera não entra aí! — Amanda gritou.
— De novo não! — disse Kall, deixando todos confusos.
— Isso já aconteceu antes? — perguntou Benny, que não teve resposta.
Kalleb já havia sumido nas profundezas da floresta e Kall já havia corrido atrás do jovem. As meninas não poderiam ficar paradas, não sabiam o que aquilo significava e tinham medo do que seria; correram atrás do Kall, que conseguiu deixar um rastro de fogo propositalmente.
Logo pararam diante da cerejeira, que passou a brilhar no rosa que correspondia às suas flores, assim que todos se encontravam reunidos em torno dela. Eles não sabiam como explicar o que estava acontecendo, mesmo que já tivesse visto aquele brilho de outras maneiras, não era como se tivessem a resposta.
Já devo ter dito que aquela árvore não é uma cerejeira qualquer, e mesmo que não tenha dito, já devo ter citado do que ela é capaz, mas nada se compara ao que ela queria revelar para eles, nada se compara ao que ela queria que eles vissem. Eu nunca soube o motivo de tanto sofrimento, mesmo que me dissessem que era precisso.
As flores da cerejeira começaram a se soltar da árvore, flutuando em linha reta em uma direção tão única, que mexia com a curiosidade dos visitantes, que não entendiam o que ela tanto queria, até que Kalleb apontou para o caminho que era formado pelas flores.
— Você quer dizer que ela quer que a gente siga essas flores? — em resposta a pergunta de Amanda, Kelleb concordo com a cabeça.
Todos se juntaram com medo do lugar para onde iriam, mas decidiram seguir, mesmo que não tivessem certeza se aquilo era a melhor escolha a se fazer. A floresta que de fora já parecia imensa, se tornou ainda maior com forme o grupo seguia, como se a cada passo, fossem parar em um outro lugar.
Assim que o grupo chegou ao fim do caminho de flores, se depararam com um grande lobo que tampava uma passagem da floresta, como se tivesse que esconder ou proteger o que estava do outro lado, fazendo com que os jovem parecessem apenas seus filhotes, que dariam meia volta assim que rosnasse; mas algo diferente do esperado aconteceu.
— Então são vocês? — o lobo falou de repente.
Mesmo com tudo o que viram até então, o grupo não parava de se surpreender com cada coisa que sai dos padrões que conheciam. Mesmo que para eles, tudo isso ainda estava começando a ter explicações.
— Não temam meus jovens — pediu, tentando acalma-los.
O lobo começou a diminuir, mas não era como se estivesse ficando menor em tamanho, mas sim como se estivesse mudando fisicamente.
E era exatamente isso. Seus pelos estava se tornando pele. O que antes era quadrúpede, havia se tornado bípede. Havia se tornado como os lobos de fogo, mas não tinha o fogo.
— Quem é você? — Kall perguntou.
— E o que está fazendo aqui? — dessa vez, foi Enny.
— Me chamo Josh e sou um lobo, não como você dois — olhou para os lobos de fogo — eu sou comum, apenas isso. Mas, eu sou o porteiro dessa passagem, que leva a reinos esquecidos.
— Como assim reinos esquecidos? — Mandy perguntou, com um tom que indicava desconfiança.
— O que uma vez é destruído, o tempo quer apagar, mas eu não permito.
— E por que você está aqui? Digo, agora? — perguntou Amanda, tentando ser clara.
— Tenho a missão de liberar a passagem apenas para os verdadeiros reis e rainhas — e olhou para os seres — e esses são vocês três e aqueles que virão logo em seguida.
— E como você tem tanta certeza de que virão? — perguntou Benny, se colocando ao lado da amiga.
— Por que ela me disse — e apontou para o topo da cerejeira — e o destino está escrito assim...
Não posso negar que essa frase, me fez pensar se ele sabia que eu estava envolvido naquilo tudo, como se estivesse olhando no fundo dos meus olhos, me vendo além do tempo.
Mas eu nunca soube nada sobre ele, nunca mais surgiu depois daquele dia, mas alguma coisa sempre me disse que ainda estava presente, mesmo que vez ou outra eu o visse com sua família, sem se importar com meu olhar ou minhas decições.
— Vamos, entrem — convidou, guiando os jovem que vinham logo atrás.
O caminho era longo, assim como aquele que percorreram para chegar até ali. Mas a sensação chegou rápido, o cheiro de queimado, de cinzas que persistiam, invadiram as narinas dos jovens, antes que chegassem em uma entrada já conhecida...
— O Reino do Lobos de Fogo... — a voz de Kall quase não saiu.
— Kall... — Mandy tentou impedi-lo de adentrar ao reino, mas não conseguiu.
A cada passo que dava — sem perceber que estava sendo seguido — lágrimas caiam de seus olhos; ele via o reino que tanto conhecia, queimado, sabendo muito bem que foi ele que quem fez tudo aquilo.
Kall finalmente parou de andar, ficando de frente para o castelo, se lembrando muito bem dos corpos que já não estavam mais presentes... se lembrando de sua mãe... de seu povo e daquele homem que causou tudo aquilo...
A raiva que lobo de fogo sentiu naquele dia, começou a voltar, mas não culpava o desconhecido pelo o que aconteceu, mas sim a si mesmo, que queimou o próprio reino.
Para Kall, ele não era mais um rei escolhido por uma cerejeira, mas sim um príncipe que destruiu todo o seu reino.
A raiva, o peso de tudo se acumulava. As lágrimas que queriam cair eram contidas por ele, que queria a todo custo parecer forte, mas não era possível, suas chamas havia ficado mais fortes, fazendo todos temerem com o que poderia acontecer, dando passos para trás sem ao menos perceber... menos Mandy, que se aproximou, pensando que suas próprias chamas a protegeria.
— Kall, está tudo bem, se acalme — e colocou as mãos no rosto dele — nada disso foi culpa sua e você sabe disso!
Com isso, Kall se permitiu colocar a cabeça no ombro da amada, as lágrimas escorriam sem que o lobo tivesse forças para evitar, apenas respirando levemente, enquanto é abraçado pela pessoa que amava.
— Um reino atacado por alguém misterioso, em busca dos verdadeiros reis e rainhas, é queimado por aquele que consideravam príncipe — Josh disse de repente.
Não pude evitar de que ele fizesse isso. Não é porque os lobos de fogo sabem o que aconteceu, que todos também sabem... a história é importante, a verdade é importante... Mesmo que eu não tenha te contado tudo, ainda estou contando através desse livro.
— Cala a boca... — Kall murmurou erguendo a cabeça.
— Hoje em dia, a culpa ergueu o príncipe em um rei sem reino... — e ele continuou, sabendo que estava conseguindo o que queria.
— Eu mandei você calar a boca! — em um piscar de olhos, Kall já estava diante de Josh.
Mesmo com o teletransporte, Kall não conseguiu avançar o suficiente para atacar o lobo, estava paralisado no lugar, com o punho erguido pronto para agir.
Seu coração não queria isso, ele não era aquilo, mas os sentimentos o dominavam, sendo impedido pela mão erguida de Josh, que usava algum poder que o jovem lobo desconhecia.
Mesmo paralisado, os olhos completamente amarelhos não escondiam os sentimentos de Kall, que passou a ter uma visão de ante de si: um castelo maior do que o seu antigo, com um brilho avermelhado de fogo, tão pulsante que encantava aqueles que se aproximavam.
Ele não sabia o que aquilo significava, era muito simples para entender, mas ao voltar para a realidade, seu coração temia o simbolismo de tal visão.
Ao ver que o lobo de fogo voltou a realidade, Josh o liberou, deixando Kall confuso com o que havia acontecido. Mas não era o momento para aquilo, eu não podia permitir que esse fosse o desfecho daquilo tudo.
— Vamos, ainda temos muito para ver — disse Josh de repente.
O lobo mais velho começou a andar para um lugar além do Reino dos Lobos de Fogo. O grupo ficou por um tempo parado, sem ter a certeza se deveriam seguir ou continuar naquele reino e entender o que havia acontecido.
Mesmo com a tentativa de consolo de Mandy, Kall foi o primeiro a seguir Josh sem olhar para trás. Não demorou muito para que os demais fossem até eles.
Mesmo a realidade não conseguia apagar o que havia acontecido, atormentando o coração de um jovem rei que se culpou até o fim pelo o que aconteceu com seu reino.
A caminhada logo terminou assim que chegaram em um lugar repleto de neblina roxa. Tudo emanava magia, o cheiro e as cores vibrantes que revelavam frases tão longes que pareciam ilusões.
— A onde ela está? — a voz gritava em meio a gritos de terror.
O instinto de proteção que Enny carregava dentro de si, despertou para ajudar, adentrando aquela névoa roxa que cercava tudo.
Assim que a fada sumiu de vista, a névoa se dispersou, revelando um reino que não tinha mais vida. Um reino de fadas que não tinham mais asas.
— Isso são asas de fada? — Mandy se aproximou de um par de asas espalhado ao chão.
Haviam par de asas espalhadas por todo lugar, com um brilho fraco de mágia, misturado com o sangue que secava ao redor. Eram tudo da mesma espécie, tudo correspondia a espécie que Enny procurava, mas que já não existia mais.
Girando em torno de si, Enny pode perceber que tinha as mesmas asas. Não dava para acreditar que o que restava de seu reino — reino esse que ela nem conheceu — eram apenas as asas, sem nem uma fada.
Seus joelhos encostaram o chão em fração de segundos. Sua visão se turvou, mas não de lágrimas e nem de raiva, ela não sabia o que estava sentindo naquele momento.
— O que aconteceu aqui? — a voz de Enny quase não saiu ao pronunciar a pergunta.
— Um homem estava em busca da rainha, que por sua vez, não nasceu em meio a sua espécie, mas surgiu atravez de outra. Para garantir que algum dia a encontraria, manteve as asas das fadas da magia presentes no reino — Josh explicou.
Aquilo já estava começando a pertubar o interior daqueles que deveriam governar os reinos que já não existiam mais. Do que adiantaria um rei e uma rainha, de um reino que não existe? Era como se o mundo deles tivesse deixado de existir, menos eles, que permaneciam alí, sem saber o que fazer, mesmo que seu objetivo fosse claro: começar do zero.
Em meio a todo o caos que se seguia, sempre existe alguém com um senço que supera o que deveria estar escrito, surpreendendo aquilo que lhe nomeou, mostrando para todos quem realmente era.
— Vocês vão ficar chorando mesmo? Por um reino que foi destruido? Por um ser que quer nos matar? — Mandy falou de repente, chamando a atenção de todos — eu sei como é perder o seu lar, está bem! Mas nem por isso vou ficar assim! Se aquela bendita árvore nos escolheu para ser rei e rainhas de algum reino, tem um motivo, mesmo que esses reinos já não existam mais!
— Dizem que um reino começa a partir de seu rei... — Amanda disse de repente — ele lidera e transforma... vocês são a origem de um novo reino de suas espécies, são a esperança de que nada se perdeu...
Mesmo sem saber, sua frase estava certa, erguendo aqueles que pensavam que não eram mais capazes de liderar um reino que não existe. Mas para que tudo tenha um começo, deve existir o fim, e é por isso que de uma tragédia as coisas se tornam mais fortes.
— Vocês podem se unir, criar um reino com vocês um reino novo, que misture todas as espécies — sugeriu Benny, ficando ao lado de Amanda.
— Mas somos de espécies diferentes, cada reino tem uma espécie única! — Enny rebateu.
— Mas isso não me impediu de me tornar uma hibrida
— Vocês podem ter um novo nome, que seja além de espécies, um que defina vocês — Amanda sugeriu, começando a pensar — o que vocês são? — perguntou para si mesma.
Eles não sabiam, sempre se conheceram pelos nomes que separavam as espécies, nunca pensaram em qual seria se algum dia tudo se unissem em um só, não tinham certeza nem mesmo do porque eram separados.
— Vocês realmente são um grande mistério — Benny falou ao ver Kalleb se aproximando de Kall.
Kall pode ver pela primeira vez os olhos azuis de Kalleb o encarando como se aquilo dissesse mais do que qualquer palavra, mas que o lobo de fogo não sabia o significado, muito menos quando seus próprios olhos ficaram azuis.
—Benny, que você acabou de dizer? Misteriosos? — Amanda perguntou para a amiga, surpresa.
— Foi isso, por quê?
— Místicos... são seres místicos! Seres que superam a razão!
— Míticos, eu gostei e vocês? — Mandy perguntou aos seus companheiros que apenas concordaram com a cabeça.
E assim surgiu mais um nome que marcou a história, a história que não parece verdadeira, mas que aconteceu e deu origem a tudo o que você vai ver, mesmo que até hoje não tenha visto com seus próprios olhos, por um motivo que ainda vou te explicar.