domingo, 31 de agosto de 2025

Recomeço. parte 4 - Estúdio UD

De repente, Kalleb acordou em um pulo. Já estava anoitecendo. Sua mãe e irmã provavelmente já haviam ligado várias vezes para saber a onde ele está.

Mesmo com aquela sensação, ele ainda estava com sono, e isso só o deixava de mal humor. 

Nem arriscou em pegar o celular para ver se realmente ligaram, apenas ficou sentado olhando para o nada por um tempo.

Quando se levandou, decidiu compra um donuts. Doces sempre lhe davam energia.

Entrou no Barbosa tão sério, que havia se esquecido do motivo de ter dormido naquele banco horas antes. Até que esse motivo, decidiu aparecer.

Amanda estava em mais uma correria do dia, desviando de clientes por toda a parte, e na tentativa de fazer vFfzxddzzzCdC Na MX cc ccccvccccccCcc vc ccć com um, acabou trombando em outro.

- Moço, desculpa, desculpa de verdade! - disse ela tentando conferir se Kalleb estava bem, mas o jovem, com o sono que estava, não reagiu e apenas seguiu em frente.

Ao ficar para trás, Amanda xingou internamente a educação de Kalleb, que nem fingiu está bem e nem reclamou de nada.

Mal sabia ela, que em um dia normal, ele teria lhe acalmado e rido do ocorrido; mas aquele não era um dia normal.

Quando Kalleb chegou na padaria, teve a paciência de esperar sua vez, uma milagrosa para o momento.

- O que gostaria? - perguntou a atendente, uma diferente da quelé dia.

- Me de alguns donuts... - ele olhou para a onde os doces estavam - um de cada sabor.

Seu preferido era sim o de morango, mas não poderia negar outros sabores.

Logo ela os colocou em um saquinho e lhe entregou.

O humor de Kalleb, não era lá o melhor para interagir com as pessoas, então foi para o auto-atendimento, mesmo não sendo fã de tecnologias.

Quando finalmente saiu, não estava muito afim de voltar para casa, então se sentou muro a onde Amanda estava no começo do dia.

Enquanto pegava um donuts para comer, pegou seu celular, havia sim algumas notificações, mas não eram tantas.

Sua mãe e irmã ligaram 3 vezes cada uma, o resto foram mensagens de texto e algumas de áudio, o que ele odiava, mas naquele momento, era obrigado ouvir.

- Querido, sei que você tem esse hábito as vezes de voltar a chegar tarde, mas manda mensagem está bem? Pelo menos avisando - esse era o da sua mãe, sempre claro e direto.

- Você é maluco não? Caramba! Nem avisa que vai passar a tarde fora! Eu fiquei preocupada caramba! Não é porquê já tem 18 anos que pode fazer tudo o que te der na telha não! - é esse o da sua irmã, que ele decidiu não continuar ouvindo.

Sempre preferiu ouvir os áudios da mãe. Ela não lhe dava brancas e sim tentava entender. Pelo menos ele não dava motivos para provoca-la, tinha medo do lado que viu poucas vezes.

Por outro lado, sua irmã, mesmo a amando, e sendo alguns minutos mais velha, lhe enchia a paciência, sempre falando um monte de coisa e nunca o que realmente era importante.

Kalleb não era rebelde como as pessoas pensavam, ele era o tipo na dele, então sua família confiava nele, apenas não confiavam no que vinha de fora.

- Eu estou bem, só acabei perdendo a noção da hora. Comprei algumas coisas pra comer, então não sei que horas vou voltar, mas prometo não ser tarde - foi a única coisa que mandou. Era em áudio, também odiava isso, mas não estava afim de digitar.

Guardando o celular, ele teve um pressentimento, começou a olhar todos os seus bolsos, afinal, poderia ter sido roubado enquanto dormia e não contou desse detalhe para sua família.

Quando encontrou sua carteira, a abriu e olhou tudo que havia dentro. Deu um longo suspiro de alívio ao ver que tudo ainda se encontrava alí.

Ainda aliviado, voltou a comer os doces, enquanto olhava as poucas estrelas que tinham no céu, poderia ficar daquele jeito o resto de sua vida.

Era uma das poucas vezes que perdia em alguma coisa enquanto comia; os donuts, que normalmente acabariam rápido, se encontravam na metade quando deu a hora de Amanda sair.

Essa era uma das horas que Amanda se sentia mais inútil, o momento em que ela refletia sobre tudo.

Ela poderia ter pulado o muro junto com alguns colegas de trabalho, mas não o fez, pegou o caminho mais longo sem se importar.

Kalleb notou isso, percebeu que ela estava sozinha mais uma vez. Será que ela não tinha amigos? Era isso o que se passava em sua cabeça, mas logo viu ela se juntando com um garoto.

Aquilo gerou um pequeno sorriso em seu rosto, um indecifrável.

Ele com certeza queria que aquilo fosse apenas amizade e nada mais.

Voltou a olhar para o céu, em tentativa de tirar aqueles pensamentos egoísta de sua mente.

Quando o ônibus de Amanda desceu, Kalleb terminou seu último donuts. Até pareceu destino, de certa forma.

Ao vê-la subir no ônibus, ele desceu do muro. 

Observando o ônibus de afastar, Kalleb finalmente tomou o caminho de casa. Já passavam das 20:30, provavelmente chegaria em ouviria algumas coisas vindo da família, mas não prestaria tanta a atenção, pois conheciam ele muito bem, Kalleb não repetiria isso, e caso o fizesse, bem, avisaria.




Recomeço. parte 3 - Estúdio UD

Quando o dia chegou ao fim, Amanda estava pronta para ir para casa. O cominho de volta seria normal, calmo.

Enquanto para seu herói, a noite seria longa. 

Ele se encontrava no telhado de sua casa, olhando o céu noturno. Sempre se atraiu pela noite.

- Kalleb, vem comer! - ouviu chamarem.

Voltando para a realidade. O jovem desceu pela janela de seu quarto e foi jantar com sua família.

Nunca foi muito de comunicação, então ao terminar, retornou para o quarto. 

Estava na hora. Pegou seu kit de spray, colocou um capuz sobre a cabeça e saiu de casa.

Caminhou por um tempo, até encontrar um muro em branco. Logo começou sua artes.

Ele não pichava, mas sim desenhava, transmitia sua alma no que fazia.

Quando terminou, se afastou e olhou para a pintura; eram flores de cerejeiras caindo por toda parte.

Com orgulho, assinou seu nome e voltou para casa. Aquila pintura lhe custou bastante tempo.

Ao chegar no quarto, não resistiu e caiu sobre a cama, estava com um sorriso distinto no rosto e não se importou com tal ao adormecer.

A rotina no dia seguinte dos dois, eram muito diferentes. 

Amanda ainda estudava, não tinha amigos, então tinha mais tempo para si, incluindo os estudos que tanto gostava.

Mas Kalleb, já havia terminado a escola. Era só um ano mais velho; mas ainda assim, se mantinha ocupado, ajudando sua irmã com as roupas e sua melhor amiga com as músicas.

Os únicos momentos livres, eram no momento em que iam para o Bosque Maia e durante a noite.

E foi isso o que aconteceu seu, pelo menos para Kalleb, que retornou ao local na mesma hora do dia anterior, torcendo pra encontrar a garota atrapalhada novamente.

Mas isso não aconteceu. Ela não estava lá. 

Ele começou a se achar um idiota por pensar que ela estaria.

Saiu do Bosque Maia um pouco chateado com sigo mesmo.

Até que de repente, se lembrou de algo: sabia a onde ela trabalhava, e a hora.

Sem intenção de ser um estalker, ele foi direto para um banco ao lado de uma cafeteira, um lugar que tinha a entrada do Barbosa como vista.

E lá estava ela, sentada sozinha, enquanto comia um lanche. Parecia cantar algumas vezes, pois seus lábios se mechiam até mesmo sem está comendo.

Quando se deu conta, já havia se perdido naquela vista. O tempo era outro, era mais lento.

Mas logo voltou a realidade ao vê-la se levantando e entrando. Havia dado a hora dela ir trabalhar, ele sabia disso.

Sem ela para fazer seu dia parar, só lhe resta fazer isso por conta própria. Colocou seus fones e passou a ouvir música.

sábado, 30 de agosto de 2025

Recomeço. parte 2 - Estúdio UD

Ela parou a correria um pouco longe de onde tudo caiu e mesmo hesitando um pouco, ela encostou o carrinho em um lugar e foi recolher os produtos derrubados. 

O garoto a observava de longe, mas não se conteve e foi ajuda-la.

- Se continuar assim, vai perder mais coisas - disse ele por fim, colocando o último produto na prateleira.

- Que? - perguntou ela, que não prestou nem uma atenção no que lhe foi dito.

Para explicar, ou tentar, ele retirou os fones que havia guardado no bolso e lhe ofereceu. Amanda ficou feliz ao ver seus fones e logo os pegou, não havia se dado conta de que os perdeu.

- E seu crachá está no balcão - disse ele apontando.

- Meu... Crachá? - soltou um grito de surpresa e foi direto ver o objeto.

Não conseguia acreditar que seu dia havia sido estragado assim.

Se ela havia esquecido de suas próprias coisas, não conseguiria imaginar se esquecesse de outras coisas...

Mesmo agradecida, sua cara mudou completamente, ficando séria. 

Andou até seu carrinho, voltando a puxa-lo, mas logo parou e olhou para aquele garoto na sua frente, não se lembrava dele, mas sabia que o viu antes, passou então a analisar, se recordando e tentando ligar aqueles pontos em sua cabeça.

Logo voltou a andar, não queria ficar encarando muito tempo, mas o pouco que ficou, obteve baste informações:

Os cabelos negros, tão pretos que só luz conseguiria iluminar, não era bagunçado, mas também, não poderia chamar aquilo de bem arrumado. 

Mas aqueles olhos, eram azuis, mas um tipo de azul diferente, não eram totalmente escuros, mas também, não eram claros; eles pareciam falar com forme as expressões do jovem.

Mas o resto, não fez Amanda ter certeza de que era uma boa pessoa, parecia rebelde de mais para seu gosto.

Aqueles brincos... Eram pequenas argolas. E uma de suas sobrancelhas, era levemente raspada. 

Aquele tipo de pessoa, poderia com toda a certeza, ser alguém que ela não iria querer mesmo conversar.

Já viu esse tipo antes. Já sofreu por causa desse tipo de pessoa. Não deixaria sua mente lhe enganar de novo, não quando já está sofrendo tanto.

Mas daí, veio a voz dele em sua mente. Não era de alguém perigoso, era soave, mesmo para um homem. Era acolhedor e protetor...

Não tinha tons de mentiras, desculpas, ou ironia...

Mas ela não poderia se enganar, não de novo.

Ergueu a cabeça, a balançou levemente, com intenção de tirar esses pensamentos de sua cabeça e voltar a trabalhar, afinal, não o veria de novo, não é mesmo?

Ela retornou seu trabalho em pouco tempo, sua mente já havia lhe distraido o suficiente pra esquecer tudo o que rolou em todo aquele começo de dia, que lhe foi muito estranho.

Mas mal sabia ela, que aquele jovem, ainda estava no mercado, decido a levar alguma coisa.

Ele andava pelos corredores, curioso com o local. Mesmo morando perto, não tinha o costume de frequentar, normalmente era sua mãe e sua irmã que iam.

Quando menos esperou, sentiu um cheiro chamativo, sabia muito bem o que era, e surgiu um sorriso em seu rosto.

Ele seguiu o cheiro até a padaria, a onde encontrou seu doce favorito. Poderia estar babando, se sua educação lhe permitece.

- Posso ajudar? - disse uma moça.

- Me dá... - ele pensou por uns instantes, um não lhe sustentaria - três, por favor.

A moça concordou e pegou um saquinho para colocar os três donuts de morango que ele pediu.

Enquanto esperava, ele olhava ao redor, foi quando viu aquela miniatura de gente, passando correndo novamente, mas dessa vez, o carrinho já estava a salvo de causar qualquer problema, encostado em um cantinho.

Mas ele não poderia dizer o mesmo da garota. Que se encontrava na feirinha do mercado, carregando frutas de um lado para o outro, e as colocando dentro do carrinho.

Aquela pequena visão, lhe deu um vislumbre da personalidade da garota, que mesmo em meio a pessoas, desviava com facilidade, como se algum dia tivesse dançado balé. 

Quando parava para falar com alguém, forçava um sorriso, que poderia muito bem ser confundido com um verdadeiro. Mas ele sabia muito bem reconhecer um sorriso falso, já usou um várias vezes na sua vida.

- Aqui está - a padeira retornou com seus donuts.

- Obrigado... - pegou e seguiu para o caixa que se encontrava após a feira.

Não teve vergonha na cara nem uma em passar pela feira e ver aquela dança de desvios da garota.

Por dentro, ele estava rindo daquilo, mas não um riso de deboche, mais um sincero, como se aquele intreterimento fosse algo feito para fazer seu coração palpitar.

Com a mente distraída, acabou esbarrando em uma das bancas, derrubando algumas frutas. Não resistiu em rir de si mesmo enquanto as recolhia.

Aquela risada ficou com sigo por um tempo, até chegar no caixa rápido. 

Não demorou muito para ser atendido por uma garota ruiva de franja. Essa garota o lembrou muito da irmã, tinha coragem no estilo.

Ao pagar, saiu do mercado com um pequeno sorriso no rosto. Um lugar verdadeiramente peculiar, não conseguia acreditar que aquilo lhe intreteu tanto a ponto de sair sorrindo, o que era totalmente raro de acontecer.

Decidiu que voltaria, iria comprar mais donuts, só para sentir aquilo de novo.

Ao se lembra dos doces, retirou um do saco e começou a comer enquanto retornava para casa.

Infelizmente, ao chegar, já não tinha mais nem um para lhe sustentar.

Suspirou profundamente e entrou na residência. Não conseguia acreditar que os doces acabaram tão rápido... Sua casa era tão perto...

Recomeço. parte 1 - Estúdio UD

Em tentativa de esquecer ele, Amanda foi para o Bosque Maia dar uma caminhada, afinal, ele não nunca mais foi com ela.

Com seus fones de ouvido, ela se perdia em pensamentos e não via as pessoas ao seus redor. Tanto que não notou quando a pessoa que menos queria ver, passou do seu lado com seu melhor amigo.

Rafael era amigo dos dois, mas depois de uma conversa que Amanda teve com ele, não tinha certeza se os dois ainda eram amigos.

E na tentativa de manter distância do ex, Amanda foi mais para o lado, sem perceber o lago que quase caiu. Digo quase, pois alguém misterioso interrompeu seu destino:

- Você está bem? - perguntou ele, soltando a cintura da moça ao ver que havia firmado os pés no chão.

- Estou - foi a única coisa que ela respondeu.

Amanda não queria conversa, queria ficar sozinha de qualquer ser vivo. 

Aquele término ainda estava em sua cabeça, tão vivido, que qualquer pensamento poderia lhe fazer chorar.

Ela adentrou a mata, com o intuito de não visualizar olhares indesejados para cima dela; não se importava se era perigoso ou não, logo teria que trabalhar mesmo, não teria tempo o suficiente para que algo acontecesee.

Mas aquele garoto, seu herói, que até então só olhava para ela, enquanto se distanciava, percebeu algo único e diferente no local da queda:

Os fones que ela usava.

Ele não pensou duas vezes em pegar na intenção de devolver.

Sabendo o exato caminho que ela tomou, ele foi atrás, mas ao encontra-la, o destino lhe impediu de fazer o que ia.

Ela se levantou apressadamente de onde estava e começou a correr. Estava atrasada, não havia colocado o celular para despertar.

Amanda passou correndo pelo jovem, sem ao menos nota-lo.

Aquilo o deixou confuso, tão confuso que mal pode se mexer, até que viu outro objeto, dessa vez, a onde Amanda estava sentada.

Se aproximando, ele pegou e percebeu que era o crachá de trabalho da jovem. Lá tinha seu nome, e obviamente, a identificação de onde trabalhava.

Agora ele tinha duas coisas para devolver para ela, mas dessa vez, não teria erro.

Com os objetos em mãos, ele saiu do Bosque Maia. Não era sua primeira vez alí, afinal, morava nas proximidades.

Seguiu para o Barbosa, mesmo sua intenção sendo outra, ele poderia muito bem passar e comprar alguma coisa.

Ao entrar, foi direto para o balcão de atendimento, precisava deixar os objetos.

- Boa tarde, como posso ajudar? - disse uma funcionária.

- Encontrei uma coisa, acho que é de alguém que trabalha aqui - ele colocou o chará sobre o balcão.

- Há, muito obrigada por devolver - disse a funcionária.

- Poderia chamar a dona por favor? Gostaria de devolver pessoalmente - pediu ele com uma educação que não se lembrava de ter.

A funcionária concordou com a cabeça, e pegou um microfone.

- Amanda E-commerce, comparecer a frente de caixa - e repetiu isso algumas vezes.

Não demorou muito para que uma garota baixinha, aparecer correndo enquanto puxava um carrinho de comoras e provavelmente xingando, mesmo que sua boca se movimentava sem sair som algum.

Pouco antes de chegar ao destino, a rodinha do carrinho enrostou em uma prateleira, fazendo com que alguns produtos caíssem.

Esse era seu destino, sempre foi: ser um desastre por onde passava.

Mas uma vez, ela aprendeu uma lição, de nunca deixar algo bagunçado.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Pare de se torturar

É curioso quando tudo termina, mas aquela sensação continua. E mesmo quando não é aquilo, você interpreta o sinal de vida de um jeito que te afeta e muito, por que de quem veio, já lhe fez mal, um tão grande que não sabe mais das coisas.

Algumas coisas não dá mais pra acreditar, o passado, tudo que já foi dito uma vez, poderia ter sido tudo mentira... E se alguma vez foi verdade?

Aquilo só provoca, e você não sabe se foi de propósito. Mas aquilo apenas lhe faz pensar se realmente existiu, ou se foi tudo em vão.

Mas sabe, as vezes, você já ficou tanto tempo sozinha, que ao perder a única companhia que teve, sua vida muda.

Mas, o que custa continuar só? Porque, mesmo quando se quer parar de pensar tanto, tirar suas dúvidas, você diz a coisa errada.

Mas sabe, não dá pra voltar ao passado, o que aconteceu aconteceu, se você disse o que não devia, e depois de muito tempo quer voltar atrás, não dá mais, infelizmente... Agora, você tem que conviver com isso e aprender.

As vezes, aquela ação que você pensou tanto ser a errada, que te afetou tanto, pode te trazer um próspero futuro, então seja forte, não se torture com pensamentos. Se suas ações afetaram alguém, observe e reconheça, depois faça a escolha certa, você consegue, confie em si!

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

As viagens de Vih

Oi. Eu realmente amo esse livro que estou escrevendo. Mas de uns tempos pra cá, acabei não conseguindo mais dar continuidade e agora estou com bloqueio criativo...

Sei que não estou nos meus melhores dia já tem um tempo meio grande. E pra tentar melhorar TD isso, estou pensando em mudar um pouco esse livro... Misturar com algumas histórias antigas minhas.

Missão 3: Mansão

Do topo do prédio, Spy abaixou sua arma ao ver Traveler correndo para longe, até sumir de vista.

Essa era sua garantia de que havia cumprido a missão. Agora, só lhe restava sair dali. Olhou para baixo e viu os monstros se aglomerando em um único ponto, tentando encontrar um meio de subir. Depois, voltou o olhar para a direção por onde Traveler havia escapado.

Determinado, Spy correu até a beirada do prédio e saltou, caindo agachado no chão. Sem perder tempo, levantou-se e começou a correr em busca de Traveler. Mesmo sem saber exatamente onde ia dar, conhecia bem os hábitos de Traveler — e sabia que sobreviveria naquele mundo desconhecido.

Sem fôlego, Spy finalmente parou. Olhou ao redor e percebeu o quanto havia se distanciado da cidade.

Já se via próximo de uma área rural. Sorriu. Não havia monstros por perto. Era um lugar seguro... Um lugar para onde Traveler provavelmente teria fugido sem perceber.

Com isso em mente, avançou entre as árvores. O lugar parecia uma floresta comum — até que começou a ver o início de uma construção. Era estranho... tão estranho quanto os sons que ouviu ao redor.

— Deve ser coisa da minha cabeça... — sussurrou, parando ao ver uma mansão escondida no meio da floresta.

Spy era do tipo que sempre mantinha os olhos abertos. Mas aquela dimensão também era nova para ele.

Aproximou-se devagar do portão, atento a cada detalhe. Não sabia se aquele lugar era realmente seguro, e os ruídos crescentes não ajudavam em nada.

Foi quando reconheceu o som. Algo se aproximava... era um animal, embora estranho. Num instante, pulou o portão — mal teve tempo de ver a criatura que saltou atrás dele. Não quis arriscar. Correu até a porta da mansão e entrou.

Fechou a porta rapidamente, ainda processando se os animais haviam passado.

— Então os animais não morreram pelos monstros... — murmurou sem pensar.

Foi nesse momento que percebeu que não estava sozinho.

Um som, mesmo que leve, ecoou do andar de cima. Não parecia ser de monstro. Spy reconheceu isso de imediato.

Silencioso, subiu as escadas, atento a qualquer sinal. A casa era grande, mas não havia muitos lugares para se esconder — não de um espião como ele.

Ao olhar para um dos quartos, reconheceu uma cabeleira ruiva surgindo por trás da cama. E em absoluto silêncio, posicionou-se ao lado de Traveler, que tremia de medo. Abaixou-se e anunciou calmamente sua presença:

— Te achei.

Traveler não apenas deu um pulo de susto, como também se jogou para frente com tanta força que bateu a cabeça no batente da janela. O impacto foi tão forte que desligou temporariamente seus sistemas.

— Era só o que me faltava... — resmungou Spy, levantando-se.

Ele sabia que aquilo acontecia. Era um sistema de segurança — para que ninguém acessasse as informações dentro de Traveler. Sempre que entrava em risco, sua memória se apagava antes de voltar.

Meio sem jeito, fez o de sempre: ergueu o corpo imóvel de Traveler e o deitou sobre a cama. Mas, dessa vez, ficou observando aquele rosto. Não era muito mais jovem que o seu. A tecnologia era impressionante. Poderia enganar qualquer um... se Traveler não carregasse um fardo tão grande.

Ao ver os óculos de aviação sobre a cabeça de Traveler, Spy os retirou e examinou. Reconheceu a assinatura de quem os fez. Doll os projetou especificamente para Traveler. Mesmo que Spy os usasse, não funcionariam. Por isso havia recebido suas próprias ferramentas: as balas e a arma feitas por ela.

Sem mais o que ver, deixou os óculos sobre a cabeceira da cama e desceu até a cozinha. Sabia que Traveler acordaria com fome — e pretendia preparar algo.

Spy cozinhava bem. Precisava. Boa parte de sua vida foi vivida sozinho, na sombra de Traveler. Por isso, não demorou para que um lanche estivesse pronto no prato.

Ao se virar, deu de cara com Traveler em pé, segurando os óculos. Seus olhos antes verdes agora tinham um leve tom de azul.

— Quem é você? — perguntou Traveler, apertando o par de óculos nas mãos.

— Sou um amigo — respondeu Spy, estendendo o prato. — Agora sente-se e coma. — ordenou, direto.

Para sua surpresa, a ordem funcionou. Traveler se sentou e os olhos voltaram ao tom verde.

Mesmo rebelde e contraditóire a qualquer ordem, Traveler ainda obedecia algumas coisas... e isso sempre surpreendia Spy, que nunca teve intenção de controlar Traveler.

Enquanto comia, Spy sentou-se ao lado, observando atentamente cada movimento até que terminasse.

— Se lembra de quem salvou sua vida? — perguntou de repente.

— A pessoa que quase atirou em mim? — respondeu Traveler, sem pensar. — Me lembro sim...

— Eu não atirei em você! — gritou Spy, indignado.

— Foi na minha direção. É a mesma coisa. — disse, só então percebendo. — Espera... foi você? — arregalou os olhos. — Você podia ter me matado!

— Eu salvei sua vida!

— Salvou nada! Eu que saí correndo!

— Porque eu mandei você correr!

E foi a última frase dita.

Spy não sabia se Traveler se lembrava dos comandos que recebia, então não podia insistir naquilo. Não podia correr o risco de revelar mais do que devia.

— Olha... desculpa. Minha intenção nunca foi te acertar, só chamar sua atenção — disse, por fim.

— Está desculpado — murmurou Traveler, não ligando muito para a conversa. — Me diz... como me achou? Aqui é longe da cidade.

— E é o único lugar sem monstros. Fica fácil, vendo por esse lado — murmurou, observando Traveler terminar de comer. — E por isso, acho que seria bom ficarmos por aqui por um tempo.

Com a última garfada na boca, Traveler olhou de canto para Spy. Não podia discordar. Apenas ficou em silêncio.


Sou quem sou

Se reencontrar consigo mesmo, sempre é um grande desafio. As pessoas não aceitam, não se sabe mais o que fazer... Muito menos quando já lutou tanto.

O curioso é que as perguntas só continuam, não é mesmo? Dizendo que a culpa é sua, por que sempre está só.

Mas sabe de uma coisa, isso não deveria acontecer. Não de novo.

Esbanje quem é, mostrasse ao mundo. Se ele não gostar, problema. Ninguém precisa de ninguém. Faça por você. Não caia na armadilha de fazer pelo outro.

É difícil voltar depois 

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

mente


Depois de tanto pensar, uma foto vira uma mente: de um lado, um vazio o escuro, do outro preenchido de luz e ideas.
Se continuar seguindo em frente, mesmo depois que apagam sua luz, saiba ascender, ainda dá pra brilhar melhor que uma estrela 

QD - PRÓLOGO

Em uma galáxia distante, esquecida até pelos mapas estelares mais antigos, existe um planeta com uma história única. Seu nome? Lurester - o ...