Mesmo com aquela sensação, ele ainda estava com sono, e isso só o deixava de mal humor.
Nem arriscou em pegar o celular para ver se realmente ligaram, apenas ficou sentado olhando para o nada por um tempo.
Quando se levandou, decidiu compra um donuts. Doces sempre lhe davam energia.
Entrou no Barbosa tão sério, que havia se esquecido do motivo de ter dormido naquele banco horas antes. Até que esse motivo, decidiu aparecer.
Amanda estava em mais uma correria do dia, desviando de clientes por toda a parte, e na tentativa de fazer vFfzxddzzzCdC Na MX cc ccccvccccccCcc vc ccć com um, acabou trombando em outro.
- Moço, desculpa, desculpa de verdade! - disse ela tentando conferir se Kalleb estava bem, mas o jovem, com o sono que estava, não reagiu e apenas seguiu em frente.
Ao ficar para trás, Amanda xingou internamente a educação de Kalleb, que nem fingiu está bem e nem reclamou de nada.
Mal sabia ela, que em um dia normal, ele teria lhe acalmado e rido do ocorrido; mas aquele não era um dia normal.
Quando Kalleb chegou na padaria, teve a paciência de esperar sua vez, uma milagrosa para o momento.
- O que gostaria? - perguntou a atendente, uma diferente da quelé dia.
- Me de alguns donuts... - ele olhou para a onde os doces estavam - um de cada sabor.
Seu preferido era sim o de morango, mas não poderia negar outros sabores.
Logo ela os colocou em um saquinho e lhe entregou.
O humor de Kalleb, não era lá o melhor para interagir com as pessoas, então foi para o auto-atendimento, mesmo não sendo fã de tecnologias.
Quando finalmente saiu, não estava muito afim de voltar para casa, então se sentou muro a onde Amanda estava no começo do dia.
Enquanto pegava um donuts para comer, pegou seu celular, havia sim algumas notificações, mas não eram tantas.
Sua mãe e irmã ligaram 3 vezes cada uma, o resto foram mensagens de texto e algumas de áudio, o que ele odiava, mas naquele momento, era obrigado ouvir.
- Querido, sei que você tem esse hábito as vezes de voltar a chegar tarde, mas manda mensagem está bem? Pelo menos avisando - esse era o da sua mãe, sempre claro e direto.
- Você é maluco não? Caramba! Nem avisa que vai passar a tarde fora! Eu fiquei preocupada caramba! Não é porquê já tem 18 anos que pode fazer tudo o que te der na telha não! - é esse o da sua irmã, que ele decidiu não continuar ouvindo.
Sempre preferiu ouvir os áudios da mãe. Ela não lhe dava brancas e sim tentava entender. Pelo menos ele não dava motivos para provoca-la, tinha medo do lado que viu poucas vezes.
Por outro lado, sua irmã, mesmo a amando, e sendo alguns minutos mais velha, lhe enchia a paciência, sempre falando um monte de coisa e nunca o que realmente era importante.
Kalleb não era rebelde como as pessoas pensavam, ele era o tipo na dele, então sua família confiava nele, apenas não confiavam no que vinha de fora.
- Eu estou bem, só acabei perdendo a noção da hora. Comprei algumas coisas pra comer, então não sei que horas vou voltar, mas prometo não ser tarde - foi a única coisa que mandou. Era em áudio, também odiava isso, mas não estava afim de digitar.
Guardando o celular, ele teve um pressentimento, começou a olhar todos os seus bolsos, afinal, poderia ter sido roubado enquanto dormia e não contou desse detalhe para sua família.
Quando encontrou sua carteira, a abriu e olhou tudo que havia dentro. Deu um longo suspiro de alívio ao ver que tudo ainda se encontrava alí.
Ainda aliviado, voltou a comer os doces, enquanto olhava as poucas estrelas que tinham no céu, poderia ficar daquele jeito o resto de sua vida.
Era uma das poucas vezes que perdia em alguma coisa enquanto comia; os donuts, que normalmente acabariam rápido, se encontravam na metade quando deu a hora de Amanda sair.
Essa era uma das horas que Amanda se sentia mais inútil, o momento em que ela refletia sobre tudo.
Ela poderia ter pulado o muro junto com alguns colegas de trabalho, mas não o fez, pegou o caminho mais longo sem se importar.
Kalleb notou isso, percebeu que ela estava sozinha mais uma vez. Será que ela não tinha amigos? Era isso o que se passava em sua cabeça, mas logo viu ela se juntando com um garoto.
Aquilo gerou um pequeno sorriso em seu rosto, um indecifrável.
Ele com certeza queria que aquilo fosse apenas amizade e nada mais.
Voltou a olhar para o céu, em tentativa de tirar aqueles pensamentos egoísta de sua mente.
Quando o ônibus de Amanda desceu, Kalleb terminou seu último donuts. Até pareceu destino, de certa forma.
Ao vê-la subir no ônibus, ele desceu do muro.
Observando o ônibus de afastar, Kalleb finalmente tomou o caminho de casa. Já passavam das 20:30, provavelmente chegaria em ouviria algumas coisas vindo da família, mas não prestaria tanta a atenção, pois conheciam ele muito bem, Kalleb não repetiria isso, e caso o fizesse, bem, avisaria.