terça-feira, 30 de setembro de 2025

🐦‍🔥 Querida Fênix 🐦‍🔥 - parte 4 {UD-ESTÚDIO}

Entramos na sala do trono e me deparei com o rei, que não tinha as chamas tão forte quanto a da pequena no seu lado.

- É você! - Disse a menina voando até mim.

Ela não para no chão?

- Eu te disse que iriam te trazer até meu pai! - ela fez bico enquanto me rodeava.

Então o pai dela era o rei? Não sei se aquilo realmente seria alguma coisa boa ou não.

- Conhece ela princesa Many? - perguntou o guarda.

- Encontrei com ela na floresta! Respondeu animada.

Decidi me manter quieta, apenas observando o desenrolar da situação, enquanto planejava cuidadosamente meus próximos passos.

Mexia minhas mãos levemente nas algemas, que curiosamente não são fortes o bastante para prender um lobo... 

- Many, minha filha, venha cá e se sente - a voz foi autoritária.

Como odiava essas ações, olhei imediatamente para o rei, torcendo para que meu rosto não mostrasse minha raiva.

A pequena se sentou no seu pequeno trono, balançando as pernas como se não conseguisse se manter no lugar.

- Me conte sobre... Essa moça... - ele me olhou como se tentasse adivinhar minha espécie.

Não resisti em dar um sorriso, talvez fosse errado subestimar o rei, mas passei a amar a reação das pessoas ao verem "um monstro" 

- Ela é uma loba papai! - ela respondeu animada, fazendo o rei olhar pra mim.

- Loba? De que reino? - ele me olhou curioso, como se perguntasse meu elemento.

Era a minha oportunidade de falar, mesmo que responder aquela pergunta me fizesse voltar ao passado.

- Sou uma loba senhor, dos elementos luz e escuridão, meu reino foi destruído por nosso rei... - falei calma.

Talvez informações demais não fosse a melhor escolha.

- Seu rei destruiu o reino? - perguntou ele, intrigado com a informação.

- Foi um incidente... - minha voz saiu tão baixa que temi não ser ouvida.

Quando me dei conta, ouvi um bater de asas sutis, e logo ele estava voando na minha frente.

- O que você é? - a pergunta me surpreendeu.

Olhei em seus olhos, tinham chamas sutis, mas não tinha maldade alguma.

- A pergunta está errada - o corrigi.

Contrariar um rei, principalmente homem, era como ser condenada a morte. Principalmente se quem contrariou foi uma mulher.

Mas advinha? Eu não ligo. Principalmente pelo fato de que sou superior a ele: A Rainha dos Místicos, é a rainha de todos.

- O que você que? - provavelmente ele decidiu não se irritar.

- Ir para casa e reencontrar a mim mesma - tentei manter a calma.

- Pai, ela pode ficar com a gente um pouquinho? - perguntou a menina.

Ela não estava pensando que sou um animal de estimação, estava?

- Many... - disse o rei.

- Senhor, posso ficar de olho na princesa e nessa... - olhei com odio para o guarda que interrompeu a frase no mesmo instante.

Voltei a olhar para o de rei, que parecia confuso nas opções que tinha em mente. Enquanto eu, já tinha meu plano completo, independente se algo mudasse.

- Posso parecer perigosa, mas nunca faria mal a uma criança - com isso quebrei as algemas, que se estilasaram sem nem uma força - Eu só quero uma coisa.

O rei as assustou. Obviamente não haviam planejado as algemas para outros seres sem ser as fênix.

- Diga o que deseja - completou ele.

- Quero visitar a árvore cerejeira, gosto dela - menti em parte.

- Posso escolta-la senhor - disse o guarda.

- Eu quero ir junto! - a menina se levantou e correu até nosso encontro.

O rei olhou de mim para a sua filha.

- Cuide bem da minha filha - pediu o rei para o guarda.

- Pode deixar senhor, cuidarei igual cuido quando ela brinca com meu filho! - e bateu continência para o rei.

- Vamos! - quando me dei conta, já estava sendo puxada pela pequena.

Saímos do castelo e logo a menina voltou a voar, deixando minha mão suspensa no ar. Enquanto o guarda seguia atrás de nós.

Achei estranho ele não voar, foi quando o analisei por completo: suas asas estavam por de baixo da capa, que talvez dificultasse para voar.

- Nos vamos até o jardim ver a árvore! - disse a menina.

Ela tentava falar comigo o caminho todo, mas me mantive quieta, vez ou outra minha expressão mudava de séria para uma que tinha um pequeno sorriso que não descobri o significado ainda.

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