quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Além da sobrevivência

Deixa eu te contar uma história? Só mais uma história. 

Mas antes, reflita um pouco: o que é viver? 

As vezes estamos apenas sobrevivendo e nem notamos.

Conheço uma pessoa, que perdeu seu sorriso ao acreditar no amor, naquele que lhe prometeu a Vida; e estou falando de uma vida feliz, uma vida libertadora. Mas que depois de ter aberto essa porta, fechou sem mais nem menos, e junto disse, o sorriso dessa pessoa.

Passou então a viver no monoto da vida, em uma rotina que apenas não lhe cansava, pois não tinha privilégios em ter tempo livre...

Era isso o que ela pensava ao falar que odiava férias e folga. Para ela, era o vazio da ocupação, afinal, era sempre ela e não seus pais.

A solidão impede as pessoas de viver, prende elas em um lugar e as fazem pensar que não podem sair.

Não adianta dizer para viver, não quando a vida já perdeu o sentido.

Mas, sabe de uma coisa? Basta apenas um passo.

Mude. Molde. Recrie. Transforme. Adapte. Cada coisa que poderia ser uma cópia, deixe a sua cara, seje original! 

Não precisa que dêem ouvidos, apenas faça sem querer vejam, sem que saibam. Se preciso, sinta! Sinta sem mostrar.

Há coisas certas e erradas para se fazer. Um dia, vamos todos morrer, mas temos que escolher as coisas certas.

Claro que a lista é grande, mas algumas vão ter consequências? Vão realmente valer a pela? São perguntas simples que normalmente não se tem resposta.

Lembra aquela pessoa que mencionei?
Após tomar a decisão que poderia ser considerada a pior do seu mundo, mas mal sabia ela que seria melhor, ela realmente se libertou... Mas ainda havia a tristeza e a angústia das lembranças.

Vi ela lutar várias vezes, mas sempre sofria. Algumas vezes, já percebeu em terminar seu sofrimento, e assim ceifar sua vida, mas não deixei.

Eu falei em sua cabeça várias vezes, a forcei a se levantar e a secar as lágrimas. Sei que a dor ainda lhe assombra, afinal, tudo lhe lembra aquele passado.

Mas daí, ela deu oportunidade para viver, nem que seja mais um pouco. Moldou sua rotina e passou a viver, deixando de sobreviver.

Quem diria, que ela, uma pessoa que vivia sozinha, adquiriria uma companhia que traria de volta seu sorriso?

Talvez ela não goste que eu falei isso, mas não estou pedindo nenhuma opinião.

Seus dias se tornaram mais divertidos. Ela passou a sentir falta da companhia. A desejar ficar mais tempo com aquela pessoa.

O seu medo, é de tudo aquilo ser um sonho novamente, e que as palavras tão cheias, voltem a ficar vazias. 

Ela não quer acordar, mas sabe que não vai dormir para sempre.

Sua companhia, não é a mais notável, não é a mais marcante, não é a mais bela. Mas aí é que está o erro de quem procura por essas coisas.

Deixa eu lhe contar um segredo: o verdadeiro valor, está por dentro. Está na personalidade. No interior. No ser.

Aquela peculiaridade, que lhe lembra tanto as cenas do livro e lhe fazem pensar que é uma fantasia que logo terminará, é o que realmente está marcando seu dia a dia.

As pequenas coisas, se tornaram tão valiosas. Aquelas pequenas falas em meio ao silêncio. 

Algum dia, eu sei, tudo isso vai além. Deixará de ser apenas um fim, e se tornará um recomeço impressionante. Basta dá apenas um passo.

Quem sabe o que virá depois? Depois de amanhã talvez? Em um futuro? 

As vezes tem que deixar o destino jogar os dados por nós e depois, movimentamos nosso jogador pelo caminho.

Existe vários tabuleiros, vários caminhos. A vida é assim, mais que um jogo de tabuleiro.

Deixe um pouco a sobrevivência de lado e arrisque! Vamos tentar só mais uma vez! Se cai, levante! Erros acontece, não vamos desistir agora! Não quando não chegou ao fim!

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