segunda-feira, 6 de outubro de 2025

📓O Caderno do Destino 📓- parte 3 {UD- Estúdio}

Contei para a Misty sobre o caderno, ela ficou triste por não ter contato antes, mas expliquei tudo. Ela demorou para ceder... Tive que comprar alguma coisa pra ela se render... 

Amo ela, de verdade... Mas se toda vez que ela fizer bico eu ter que comprar alguma coisa, terei certeza de que nunca receberei a herança do meu avô...

Herança... Aí uma das coisas que deveria falar...

Mas antes, o motivo de ter contado pra Misty! Além de ela ser minha namorada... É claro...

Quando a conheci, ela chegou em mim fazendo um monte de perguntas sobre o fato de eu ter um místicos tribudo. E tinha um caderno de anotações, escrevia tudo que descobria e um dia, contei sobre o poder.

— Você controla o destino das pessoas!? — estávamos tomando milk-shake e ela acabou derrubando tudo na roupa — como assim?

Antes de responder, ri que nem um doido. Amo o desastre que minha namorada é! E não mudaria isso de jeito nenhum!

Eu expliquei pra ela, que não me recordava exatamente do que mudei ou não, e que nem sabia como isso acontecia, ela me sugeriu prestar mais atenção em cada ação minha... Ajudou, um pouco...

E hoje, bem, contei do caderno, comprei alguma coisa e ela resumiu o que eu achei ser minha vida inteira em uma simples frase:

— Nunca me esconda coisa Kayden Ryequid!

— Podemos focar no meu problema? — perguntei, engolindo em seco.

— Hummm... — ela fez outro bico — tá!

Ela pegou o caderno e começou a ler. Estava só nas primeiras anotações, não tinha noção ainda do quão grande isso se tornaria.

— Realmente, essas coisas são estranhas... — ela ajustou os óculos.

Ela me contou que ainda era cedo para ter uma resposta, mas que gostaria de ficar atualizada.

Gostaria que ela não...

Algo me impediu de continuar a escrever aquela parte.

Em um futuro, ela não vai se lembrar desse caderno.

Tentei, talvez assim, eu saiba um pouco como funciona esse meu poder.

Até lá, tenho que garantir que vou ter dinheiro para o futuro...

Dessa vez, acho que eu alterei toda uma linhagem...

Nunca fui de querer dinheiro, assim como meu avô, que usou uma pequena parte de tudo aquilo para construir o Orfanato Escola. 

Ele ganhou a herança de seu primo Kleber, e quer passar para mim.

Perguntei pra ele, como a mãe dele havia ficado rica sem dinheiro, daí minha avó apareceu e disse que ela era uma Barbie da vida... Não entendi até ela me explicar que "uma Barbie" era uma boneca cheia de profissões.

— A herança da família é passada para pessoas muito especiais — explicou meu avô.

Eu poderia dizer que ele está considerando os próprios filhos "menos especiais", mas, de acordo com meu pai e meus tios, ele foi um ótimo pai.

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