quarta-feira, 15 de outubro de 2025

📓O Caderno do Destino 📓 parte 8 (UD-ESTÚDIO)

Acho que me perdi nas últimas vezes que escrevi. Talvez nem tenha sido eu, mas tudo bem.

Den sabe que escrevo, de ter escrito alguma vez no meu lugar e tudo se misturou, por sorte isso não importa tanto assim.

Ainda estou meio confuso, mas vou deixar passar dessa vez.

O assunto que vou falar dessa vez é sobre Sentidos. 

Além de ser o estilo de luta que meu avô inventou, para substituir seus sentidos prejudicados. Também é os próprios sentidos que conhecemos.

A genética de nossa família é muito forte, como dá para perceber por causa da asma que é transmitida para os homens da família Ryequid. 

Meu avô não achou ser capaz de ter filhos, mas prezava por uma menina que daria o nome de Kalicia.

No fim, ele teve gêmeos, seus amigos lhe "questionam" como isso foi possível, mas todos sabem que é por causa da genética da família que segue com a geração de gêmeos. 

Meus avós só tiveram o azar de perder um filho antes de nascer. Não consigo me imaginar com um segundo tio, mas tudo bem.

Kalicia é irmã gêmea do meu pai, Kaique. E para o azar dos dois, eles pegaram a genética dos sentidos prejudicados do meu avô.

Meu avô utiliza óculos por causa do poder da visão de seu místico. Sua sensibilidade auditiva surgiu por causa da ansiedade que adquiriu muito cedo, logo após descobrir a asma.

Vez ou outra ele fica completamente surdo. Se eu não tivesse essa explicação, julgaria esse acontecimento pela idade. 

Para que isso não o prejudique tanto, ele utiliza aparelhos auditivos quando se é impossibilitado de ouvir. Mesmo que consiga se comunicar através de gestos e leituras labiais.

Seus olhos ainda sangram com visões fortes, deixando ele cada vez mais cego, mas tenho certeza que ao chegar o dia de sua morte, ainda estará enxergando perfeitamente.

Como estava dizendo, isso foi passado para seus primogênitos. Que curiosamente, nasceram no mesmo instante, não é atoa que são tão próximos.

Meu pai adquiriu a visão prejudicada, mesmo sem ter o poder da visão, ele tem que usar óculos. Isso foi descoberto quando elas seus primeiros anos na escola; não importava o lugar que os professores lhe colocassem, ele apenas copiava palavras que pensava ver, deixando todo o texto sem compreensão alguma.

Meu pai sempre gostou de estudos, não é atoa que seu destino está ligado ao OE do meu avô. 

Então, ele insistia continuar tentando, até que chamaram meus avós que levaram ao médico da família, que é cunhado meu avô e lá descobriram que meu pais é 75% cego, ou algo assim, sei que é muito alto e ele vê borrões sem os óculos.

Para sua sorte, sua geração já estava avançada a esse ponto, e como não era 100% cego, conseguiram fábrica um óculos especial para ele e funciona. Tanto, que ele consegue ver o que está em suas costas.

Já minha tia Kalicia, teve a audição prejudicada. 

De acordo com meua avós, ela chorava mais que meu pai quando eram bebês, até que de repente, ela parou e não chorou mais. 

Demoraram muito tempo para descobrir que quando ela chorava, era a audição sensível, coisa que fazia ela ouvir tudo mais alto. Para meus avós o choro tinha haver com as coisas da pouca idade.

Até que meu avô começou a achar estranho minha tia não reagir a nada do que eles falavam.

O próprio choro dela se misturavam aos sons ambiente e no fim, de tão autos que eram, estouraram os tímpanos já sensíveis.

Quando levaram ao médico da família e descobriram isso, meu avô se sentiu culpado, já que ele era assim.

Como os óculos do meu pai, os aparelhos auditivos especiais também tiveram que ser feitos, mas isso levou tanto tempo, que meu avô decidiu ensinar a linguagem de sinais para minha tia.

O mais novo da família, meu tio Allan, teve a sorte de ter apenas a asma, mesmo sofrendo vez ou outra com o poder da visão que adquiriu do místico.

Meu pai e minha tia são tão próximos que essas dificuldades os ajudava a se unir ainda mais, um protegia o outro. 

Eram os opostos um do outro, minha tia tem a escuridão, é poderosa demonstrando a raiva, meu pai é a luz, sua força vem da paz.

Eles sofriam bullying na escola por causa de suas deficiências, mas conseguiam provar que: vendo ou não, ainda podia lutar; ouvindo ou não, ainda podia lutar.

Eles também tinham o treinamento de combate na época deles é lutavam sem aquilo que poderiam lhe ajudar. Conheciam um pouco da luta Sentidos criada pelo meu avô, mas não conseguiam tudo pois cada um só tem um sentido prejudicado.

E no fim, foi assim que conheceram a pessoa com quem se casaram. 

Meu pai acabou partindo uma das asas da mística da minha mãe e com seu poder de cura, fez a asa voltar ao que era antes.

No caso da minha tia, foi um pouco diferente, já que ela já conhecia o tio Daniel antes de lutarem. Ele fazia bullying com ela.

Nas lutas, ele sempre perdia, foi aí que foi abrindo os olhos e percebendo que ela sempre foi forte.

O orgulho dos dois foi um pouco mais forte no começo: ele tinha ego e a odiava por ganhar dele. Ela, por sua vez, tinha ódio por causa do passado, definindo para si mesma que nunca se apaixonaria por uma pessoa popular.

O que ela não queria é que a história se repetisse. Já que meu avô era popular por ser rico e minha avó se apaixonou por ele.

Mas isso acabou sendo o destino da minha tia.

Em um combate contra uma fênix, minha tia estava sendo humilhada por causa da sua falta de audição, e a vontade de querer matar aquela garota, foi o que lhe fez perder.

Quando a Fênix iria atingir a minha tia, Daniel entrou na frente na forma de seu Místico e a salvou.

— Só eu posso falar assim com ela — não disse, deixando minha tia com mais raiva — então vaza guria!

Certamente era difícil para ele demostrar que a amava, mas logo se virou para ela e fez algo diferente.

— Vai! Se levanta! Cadê a mulher forte que sempre me derrota?! — disse calmamente, mas outra coisa que minha tia leu em seus lábios — mostra pra ela que você pode! Mostra a pessoa que tanto gosto!

Nunca pensei que a frase "quem briga casa" realmente fizesse sentido, mas para eles fez e assim surgiu minha prima Dayla, que estranhamente é muito calma para o temperamento dos pais.

Acho que ela deveria ser filha do meu pai e eu da minha tia. Mas fizeram exame de sangue e deu positivo para ambos os pais, o que gerou grandes risadas do meu avô.

— Nunca duvide daquilo que o destino escreveu para o futuro de vocês! — disse ele.

Eu era muito novo na época para entender que Dayla tinha que ser daquele jeito e que meu avô já sabia.

O destino realmente é curioso não é? Faz coisas que nem eu, que o defino, posso compreender.

Meu avô, vê as linhas temporais, então se recorda de seu passado, provavelmente está me vendo escrever, e sabe quando seu dia chegará.

Minha avó, deve está com suas versões de outros Universos.

Acho melhor escrever sobre esses poderes depois.

E no fim, ficou tudo sem título mesmo! Desculpa vó, me esqueci. Ou não era para ser mesmo. Devo ter pensado que isso fosse parte de uma variante do meu destino.

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