Verdade, sempre amei esse personagem, mesmo sendo um deficiente, construiu uma grande história na minha mente. Diferente de qualquer um que pudesse imagenar, ele foi o que mais viveu de verdade.
Depois de tudo o que me aconteceu, depois daquela avalanche de lembranças ruins, voltei a escrever...
Sabe, odeio que falem comigo quando estou escrevendo... Meu pai mesmo, sendo fez isso, talvez nunca tenha notado meu ódio, mas tudo bem, eu o amo de qualquer jeito.
Peguei dois dias praticamente direto para escrever e tive que me concentrar bastante para não perder a história.
É curioso que consigo sim, fazer mais de uma coisa, isso também acontece quando escrevo... Mas dessa vez, realmente consegui.
Esse desafio fica mais difícil quando você vai reescrever algo. Ficou ainda mais ontem, que mesmo concentrada, todos falavam comigo. Eu focava na escrita, mas sabia muito bem que não poderia ignorar para sempre...
A questão é: o silêncio além do silêncio.
Sei reconhecer algumas coisas. Conheço algumas pessoas. Mas tenho medo de aquilo que tanto vi, não for de verdade.
Me coloco em silêncio quando estou pensando e me encontro nas falar quando preciso fugir da realidade.
O mundo é cruel, com os outros e consigo mesmo.
Odeio injustiças, mas elas demore existem e infelizmente, não sou ouvida.
Recentemente, me senti como um palhaço. Principalmente aquela música depressiva de uma palhaço que esconde suas dores em um sorriso.
Talvez eu sorria, sorria de verdade, mas não sei mais se representa alegria. Eu pulo algumas vezes, mas não sei se me recordo da infância desse jeito, do mesmo modo que fazia antes.
Roubaram o que me tornava tão eu. Me deixaram como uma casca fazia.
Vivo no monótono. Seguindo de lá para cá e talvez não absorva nada.
Faço algumas coisas pra demonstrar que ainda tenho sentimentos, mas as vezes acho, que apenas estou deixando lá o que resta dos meus sentimentos.
As pessoas falam comigo, eu não me importo. E quando não falam, quando me excluem de informações que deveria me envolver, simplesmente sou inexistente. Mas não me importo mais.
Talvez aquele girassol realmente não tenha mais salvação. Coloquei casca de banana para ver o que dá. Espero não está matando mais ainda...
Caso o contrário, eu possa levar para o Bosque Maia e plantar. Será que deixariam?
Não sei por que, mas sempre gostei da natureza. Gosto de sentir aquele ar da mata. Se pudesse, ficava lá para sempre.
Infelizmente, a vida não me deixaria fazer isso. Mesmo com um lugar ótimo para ver as estrelas em casa, não o faço e fico dentro de casa.
Talvez meu corpo não goste de pensar que novamente poderia se ferir com o mundo lá fora e é aí que começou a se prender nas histórias.
Escrevo como se estivesse vendo elas. Talvez através de visões, assim como acontece com. Alguns personagens.
Adoraria controlar o destino que nem Kaiden, acredite, mas não posso.
Agora só me resta seguir. Amo meu trabalho, amo escrever, talvez sejam as únicas coisas que me deixam vida...
É inacreditável pensar que minha mente é dívidida entre o arrumado e o bagunçando. É engraçado como ela se engana... Pensa que está feliz, quando por dentro está chorando.
Como um espelho quebrado, em que, ao invés de ver uma pessoa só, vê várias, mais aí está a questão do vazio. As vezes nem uma é você...
Talvez já não sabia mais quem sou... Talvez devesse voltar a ser quem era... Talvez ser uma pessoa nova... Um novo eu ...
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