São tão de repentes
De contos viram poemas
Nunca sabemos quando vai acontecer
Até o dia chegar.
Quem diria que palavras podem sempre machucar
O medo de errar
Acaba fazendo com que erramos
Sempre agradeço
Mas falas e ações
Machucam o coração
Não peço que me perdoe
Pelo silêncio que acostumei
Mas peço que me guie
Pelos erros que cometerei
Risos e brincadeiras
São o amor que nunca esquecerei
Falas que nem serem boas
Mas sinto a solidão.
Você me deixou?
Ou eu que lhe deixei?
Não sei te responder
São tantas mudanças
Tantos pensamentos
Sou um fantasma em meio a solidão
De um sonho que tento alcançar
Estou só mais uma vez
E sei que é minha culpa
Deixei de lutar,
Pois nada pode me salvar
Escrevo para fugir
Pois não consigo lhe falar
Mas saiba uma coisa
Eu ainda estou aqui
Sou uma borboleta,
Que quer sair do casulo
Mas você já me ajudou de mais
E preciso retribuir
Pois o mundo já está aí
Eu errei quando criança
Errei de existir
E estou errado ao dizer
Que um dia você vai ir
Já brigamos
Já brincamos
Palavras tão distintas
Próximas de si.
Estou tão distante,
Em um mundo silêncio
De histórias tão perfeitas
Pois a realidade me machuca
Não sou como pensa
Não consigo ser perfeita
Mas te digo uma coisa
Que mesmo distante de você
Eu ainda estou aqui
E sei que seu amor,
Vai me permitir retornar
Correr e chorar
Mesmo quando o mundo estiver contra mim
Pois de sua força, aprendi a seguir
Do mesmo jeito que não me deixa
Nem no mundo para qual me criou
Não vou te deixar
Nem pelo melhor que me derem
Pois o presente do qual preciso
Não está embalado em um papel
Mas sim em um abraço
Daquela que me acolhe em meio a tormentos.
Espero que um dia
Eu lhe diga o que machuca
Até lá, o quero
A alegria que me entrega
Pois ainda estou aqui
Por você, para você
Assim como sempre
Você esteve por mim.