domingo, 3 de maio de 2026

Mãe. Ainda estou aqui.

As mudanças vem,
São tão de repentes
De contos viram poemas

Nunca sabemos quando vai acontecer
Até o dia chegar. 

Quem diria que palavras podem sempre machucar 
O medo de errar 
Acaba fazendo com que erramos 

Sempre agradeço 
Mas falas e ações 
Machucam o coração 

Não peço que me perdoe 
Pelo silêncio que acostumei 

Mas peço que me guie 
Pelos erros que cometerei 

Risos e brincadeiras
São o amor que nunca esquecerei 

Falas que nem serem boas
Mas sinto a solidão.

Você me deixou?
Ou eu que lhe deixei?
Não sei te responder 

São tantas mudanças 
Tantos pensamentos 

Sou um fantasma em meio a solidão 
De um sonho que tento alcançar 

Estou só mais uma vez 
E sei que é minha culpa 
Deixei de lutar, 
Pois nada pode me salvar 

Escrevo para fugir 
Pois não consigo lhe falar 

Mas saiba uma coisa 
Eu ainda estou aqui 

Sou uma borboleta,
Que quer sair do casulo 

Mas você já me ajudou de mais 
E preciso retribuir 
Pois o mundo já está aí 

Eu errei quando criança 
Errei de existir 
E estou errado ao dizer 
Que um dia você vai ir

Já brigamos 
Já brincamos 
Palavras tão distintas
Próximas de si.

Estou tão distante, 
Em um mundo silêncio 
De histórias tão perfeitas
Pois a realidade me machuca 

Não sou como pensa
Não consigo ser perfeita 

Mas te digo uma coisa 
Que mesmo distante de você 
Eu ainda estou aqui 

E sei que seu amor, 
Vai me permitir retornar
Correr e chorar 
Mesmo quando o mundo estiver contra mim 
Pois de sua força, aprendi a seguir 

Do mesmo jeito que não me deixa
Nem no mundo para qual me criou
Não vou te deixar 
Nem pelo melhor que me derem

Pois o presente do qual preciso 
Não está embalado em um papel 
Mas sim em um abraço 
Daquela que me acolhe em meio a tormentos.

Espero que um dia
Eu lhe diga o que machuca 
Até lá, o quero 
A alegria que me entrega 

Pois ainda estou aqui 
Por você, para você 
Assim como sempre 
Você esteve por mim.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Mãe. Ainda estou aqui.

As mudanças vem, São tão de repentes De contos viram poemas Nunca sabemos quando vai acontecer Até o dia chegar.  Quem diria que palavras po...