domingo, 22 de fevereiro de 2026

Me deixem ser Livre!

A quanto tempo não escrevo não é mesmo? 

Mas um diário, nem sempre é tudo dia.

Como a vida, tudo muda.

Mas nada é avisado. Em um momento você pisca e tudo mudou, mas você é obrigado a aceitar.

Mas e eu? Eu aceito de tudo, todas as mudanças, as palavras, os olhares, as pessoas, tudo!

Mas ninguém aceita como eu sou.

As vezes, não falo com palavras, mas com ações. E como sou tratado? Com julgamentos.

As palavras podem ser manipuladas, mas o olhar não.

O olhar de um famíliar, que te culpa por ser um monstro que se tornou.

Eu estou cansado... Cansada... Foda-se para qual que é! Eu odeio ser os dois. 

Odeio que me definam!
Odeio que digam que tenho que ser assim! 
Odeio que digam que não posso ser assim!

Isso machuca sabia? 

Esses olhos.
Essas simples palavras...
Me machucam mais que faca.

Eu me machuco.

Tudo começou de novo.
Não preciso dele.
Preciso de ajuda.
Mas só tenho uma máscara.

Não consigo mais falar, pois todos falam por mim, palavras que eu nunca diria.

Julgam e julgam, como viver assim?

Não, isso não é um poema, é um desabafo pra ver se finalmente choro, mas lágrimas continuam sem cair.

Nem deveria estar escrevendo, mas preciso desabafar, mesmo sabendo que ninguém deverá ler.

E se existir alguém. 
Por favor, pare!

Pare de me definir...
Pare de me olhar assim! 
Pare de se afastar...
Pare de me julgar...
Pare de me enganar!
Pare de me controlar...

Eu já cansei.
Não tenho vida.
Meu corpo deixou de ser meu a muito tempo.
Não sou ela, nem ele.

Mas ainda assim, você não entende o peso da que está lendo.

O quanto é se olhar e querer gritar, pois o choro não vem.
Não tenho mais sentimentos.

Então, por que aqui sou uma pessoa? E lá outra?

Infelizmente, não consigo falar, para sorte a escrita sempre foi meu lar...

Tive um apoio falso de invejas, pois nunca se quer viram o que tenho a oferecer.

Julgam o que não sabem e eu continuo lá dentro, apodrecendo no armário velho que não vem que é preciso trocar por um melhor. 

Mas ainda assim, o apego leva a algo inútil.

E estou nessa prisão, da qual não aguento mais, mas quando olho para os lados, vejo algemas a me amarrar.

Perdão, não tenho como continuar.
Amanhã acordo cedo, e infelizmente, tenho regras que criei para seguir e assim deixar a mente fingir que não vê o odeio no olhos de quem deveria lhe amar.

Espero algum dia poder ser eu.
Poder ser elu.
Poder ser Amanda.

Sem que me vejam como um monstro e tentem controlar.

Até mais, e desculpe por mais uma vez, não ver o quanto morri.

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