terça-feira, 28 de outubro de 2025

Sonho

Tenho muitas ideias, já tentei escrever algumas delas, mas não me permito ter a vida parada para assim ter a imaginação. 

Talvez devesse voltar aos cadernos, ao invés de escrever aqui e deixar no rascunho.

Gosto do silêncio, da vista. Acho que tô bem.

Certamente me pergunto porque se afastam, mas não me esforço mais. Isso sempre acontece, de pouco em pouco, tudo se desfaz. 

Não desisti, apenas estou seguindo meu ritmo. Não vou voltar para como era antes.

Não sou perfeita, não sou princesa... Na verdade, já não tenho mais personalidade.

Você, como outros, também se foram.

Não posso dar continuidade aos cadernos, pois irei usar para um livro. Livro qual, não basta escrever, tenho que viver.

Essa é minha dificuldade.

As vezes, gostaria de ter um diário novamente, mas nunca me lembro de tais.

Essas tais férias, tem dias muito curtos. Estou tentando fazer de tudo um pouco, mas sei que nada estará feito a tempo, está tudo como urgente e nada realizado.

Está chegando a hora do recomeço. Apaguei o que me incomodava, temo o que deve me incomodar.

Não tenho medo da morte vir me buscar, pois será quando Deus me chamar, até lá, eu apenas esperarei. 

Admito, já tentei ir a seu encontro, mas ele não me permite. 

Já fiz tantas coisas que não me orgulho, penso se ele realmente sabe que sinto tais coisas...

Enfim. Talvez eu não me sinta bem o suficiente para escrever aqui, tentarei ao máximo, mas, algumas coisas irão mudar, talvez leve tempo... 

sábado, 25 de outubro de 2025

Prisão

Devo ter um problema, de verdade. 

Depois que minha vida despencou, passei a me fechar, passei a odiar tudo... Essa vida me tirou tudo... 

Talvez eu esteja quase entrando em depressão se parar pra pensar... 

Minha mente está indo para tudo que perdi, sinto vontade de chorar mas me seguro.

Estou me escondendo de novo.

Hoje, tive a oportunidade de contar para minha família, que gosto de mulher, mas não consegui... Tenho certeza que desconfiam, já que, eu minto mal e fujo de algumas perguntas... Talvez eles só estejam me esperando falar... Mas não consigo, não sei porque.

Não gosto de mentiras, mas sou obrigada a mentir de quem eu sou... Com medo...

Não quero ser mulher, não vejo a mulher que querem que eu seja... Mas também não vejo um homem...

Me deixem ser BI... Me deixem ser alguém não binário, por favor... Me deixem ser livre...

Quero me libertar desse medo, quero ser livre...

Quero voltar a me sentir feliz e deixar de chorar a solidão... 

🎤 Diário de Música 🎤 parte 5 (UD-ESTÚDIO)

Sou Lurester 

(Rap sentimental — voz do planeta)

(Intro — tom calmo, quase sussurrado)
Ei, Lena…
Você me escuta, né?
Mesmo quando o vento cala, eu tô aí,
batendo junto ao seu coração prateado.

(Verso 1)
Sou o chão que pisa, o ar que respira,
o mundo que gira quando o seu olhar mira.
Sou Lurester — o planeta que sente,
te vi crescer, te vi chorar em silêncio, ausente.
Fiz do céu espelho pra te ver sorrir,
mas cada riso teu, menina, me fez ruir.
Porque sei — por mais que eu queira te proteger,
meu toque te prende, não te deixa viver.

(Refrão)
Eu sou o lar, e você é quem sonha,
mas o lar às vezes também aprisiona.
Você quer voar, e eu… só observo,
tentando entender o universo que carrega por dentro.
Lena, me escuta — eu nunca quis te ferir,
só temia o dia em que fosse te perder.

(Verso 2)
Meus portais se abrem, mas não pra você,
não é castigo — é dor que não dá pra dizer.
Seu sangue é meu, sua alma é minha chama,
e quando você sofre, o planeta inflama.
Lembro quando correu na noite gelada,
me chamando de cruel, de alma fechada.
Mas eu tremi, Lena… tremi por dentro,
porque um planeta também sente o vento.

(Ponte)
Quantas luas precisei girar
pra entender que te amar é te deixar tentar?
Mesmo que os portais te neguem a passagem,
há caminhos em ti que são minha verdade.
E se um dia cruzar o véu do infinito,
leva meu nome, leva meu grito.

(Refrão)
Eu sou o lar, e você é quem sonha,
mas o lar às vezes também aprisiona.
Você quer voar, e eu… só observo,
tentando entender o universo que carrega por dentro.
Lena, me escuta — eu nunca quis te ferir,
só temia o dia em que fosse te perder.

(Final — voz baixa, ecoando como vento)
Sou Lurester…
Te vejo nas estrelas que caem do meu céu,
te sinto no silêncio que só você revela.
E se um dia partir, Lena,
que leve contigo o som da minha alma,
pra lembrar… que um planeta também ama.


https://suno.com/s/Gdb1k09IIENEp3zk

Ass: Benny Olzam 

Oi, desculpa aparecer aqui do nada, mas estão me cobrando umas coisas, então aqui vai:

Canto: Alex Xandrez

 "é incrível contar um pouco dos sentimentos de algo que nem deveria ter vida, imagine só, um planeta que sente e proteja? Isso é incrível!" 

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

⏳1° Geração Humanos ⏳ {Benny Olzam}⏳(UD-ESTÚDIO)

Benny Olzam

Com seu violão, Benny cantava no quintal de sua casa.

Pode ser a cantora mais famosa de todos, mas ainda preferia a vida simples que seus pais aditivos lhe proporcionavam.

Mal sabia ela, que seus pais, observavam a todo momento.

Naquele dia, eles haviam recebido uma ligação diferente. Era a mãe de Benny, querendo a filha de volta. Ainda não sabiam como dá a notícia para a filha.

Benny só interrompeu a música que cantava, após ela mesma receber uma ligação.

— Que foi? — perguntou ela para a pessoa do outro lado da linha.

Era Kalleb, seu melhor amigo e, também a pessoa que lhe ajudou com a adoção.

— Temos um problema... — começou Kalleb, timidamente — na verdade, você tem um problema...

— Como assim? — Benny se alterou.

A garota pensou que pudesse ter haver com algo do estúdio, ou até mesmo suas músicas, não imaginava o que estava por vir:

— Sua mãe está aqui... — a voz de Kalleb era quase inaudível.

— Minha mãe?

— A sua mãe de sangue... 

Benny ficou muda. Kalleb decidiu não falar nada, tendo a ligação desligada após um tempo.

Benny ficou no quintal, parada olhando para o nada, não sabia que reação deveria ter.

Seus pais, imaginando a notícia, foram até a jovem.

— Benny... — começou sua mãe, tentando abraça-la.

Benny se afastou. Era a defesa que tinha antes de começar a chorar.

— Minha pequena — disse seu pai, que conseguiu abraça-la.

Nós braços do pai, Benny começou a chorar, como se tivesse sem saída de qualquer coisa.

— Ela está lá no OE... — murmurou Benny em choro.

— Nós sabemos pequena... — seu pai lhe acariciou os cabelos.

Depois de um tempo que parecia eterno, Benny parou de chorar.

— Podemos ir até lá? — perguntou Benny, deixando a mãe em choque.

— Tem certeza disso Bebezinha? — perguntou sua mãe.

Benny concordou com a cabeça, e assim, a família foi até o Orfanato Escola de seu melhor amigo.

Ao chegar, Benny não só se separou com sua mãe biologia, como também com seu pai biológico.

Os dois brigavam pela guarda da garota, enquanto Kalleb, que tentava apaziguar, não conseguia ter reação, já que sua sensibilidade auditiva estava sendo afetada pelo volume da voz deles.

— Parem com isso! — Benny gritou, indo até o amigo que tampava os ouvidos — Não estão vendo que estão machucando ele?! — Os dois pararam e olharam para Benny.

Benny, por sua vez, não tinha interesse naqueles dois, que nem se quer eram um casal. Mas sim, verificava se os ouvidos de Kalleb estavam normais.

— Está bem? Consegue me ouvir? — perguntava.

Benny e Kalleb tinham um amizade estranha, com um pouco de ódio, mas ainda assim, um segundo preocupa com o outro.

— Sim... — gaguejou ele.

— Cadê a sua mãe Kalleb? — perguntou ela, vendo o amigo se recompondo.

— Dando aula...

Benny sabia que, agora que Kalleb era 100% oficial como dono do Orfanato Escola, algumas coisas mudaram para o jovem, que era sensível ao mundo.

— Esse muleque não consegue nem falar! Aquele papel não vale nada! Nem a pessoa que assinou está presente! E sim um menor de idade — disse a mãe biológica de Benny.

— Pra sua informação, já tenho 18 anos e sou o dono e criador desse orfanato! — disse Kalleb, conseguindo manter a voz firme.

— Agora fala? — perguntou o pai biológico.

Aquele tratamento sempre foi odiado por Benny, mas não foi ela quem tomou iniciativa.

— Deixe o garoto em paz — disse a pessoa que Benny considera mãe.

— E, se precisar, as leis de adoção ainda permitem que os papéis sejam refeitos! — concluiu Kalleb.

— Mas não serão! Levarei a minha filha de volta comigo! — disse a mãe biológica, puxando a menina pelo braço.

— Na verdade, se nem um papel for assinado, nem como adoção e nem como retorno a paternidade, Benny não pode ser de nem uma das famílias — de repente, apareceu uma mulher baixa.

Era Kamilly, a mãe de Kalleb. A mulher falava calma, mas com toda a certeza na voz.

— Como é que é? — a mãe biológica questionou.

— Desculpa, mas não tenho o costume de repetir o que falo — Kamilly se colocou ao lado do filho — nem mesmo para meus filhos.

Um silêncio se instalou, mas logo Kamilly olhou para o braço de Benny, ainda sendo apertado, enquanto a menina tentava se soltar, mas demonstrava sinais de dor.

Kamilly, ágil que era, soltou Benny rapidamente, surpreendendo a todos.

—E é por meus ensinamentos, que meus filhos são desse jeito — completou ela, ao ver Kalleb proteger Benny, atrás de si— por isso, que ele, como dono e criador, tem mais voz nesse lugar do que eu.

Nem um som foi emitido, até o momento que Kamilly olhou para o filho, esperando alguma reação.

— Me diga querido, como fará?

Kalleb pensou por um tempo, olhou para a amiga e se lembrou do que lhe fez dar origem ao OE.

— A escolha é de Benny, ela escolhe com quem vai ficar...

Kalleb queria fazer com que Benny fosse para frente, mas percebeu que ela estava nervosa demais.

— Eu... — a menina olhou entre os pais paternos e os adotivos — eu... — ela começou a pensar na felicidade que tinha — escolho os meus verdadeiros pais — disse ela de repente, deixando todos confusos — os que me deram amor! Os que me vêem de verdade! E não o meu dinheiro! — ela foi até os pais adotivos — mesmo que tenham me adotado, são os meus verdadeiros pais! — com isso, ela abraçou os pais adotivos.

— A Benny escolheu... Então, faremos um novo papel para adoção — completou Kalleb — e dessa vez, com a minha assinatura, e essa não pode ser contrariada! 

Com isso, a família pulou de felicidade, Kalleb foi para sua sala, enquanto sua mãe observava tudo, garantindo que nada de errado ocorreria.

Quando Kalleb voltou com uma prancheta em mãos, com vários papéis, assinando cada um deles.

— Irei precisar da sua assinatura Benny — ele mostrou a prancheta para a amiga — aqui... Aqui... E aqui — mostrou os lugares, folheando as folhas.

Benny pegou a prancheta e começou a assinar, depois, Kalleb mostrou os lugares que os pais adotivos deveriam assinar e logo depois, para os pais biológicos, que mostravam resistência.

— Foi uma escolha dela, não minha — a voz de Kalleb soava igual a da mãe.

A autoridade na voz fez os pais aditivos não terem escolha, assinaram receosos.

— Caso interferirrem em qualquer coisa que envolva a Benny, ela pode processa-los sem pensar duas vezes. — Isso assustou os dois — mesmo que ela tenha o sangue de vocês, agora, ela é filha deles e, oficialmente é Benny Fazendy Campis. 

Kamilly sorriu, sabia que Olzam no nome, era apenas o sobrenome artístico.

E assim, os pais  biológicos de Benny, saíram do Orfanato Escola resmungando por não conseguirem o que tanto queriam. Deixando a família ainda mais contente.

Benny logo saiu do abraço de seus verdadeiros pais, assim como os chamou, momentos antes.

Benny foi abraçar Kamilly, para assim agradecer e Kemilly foi amável, como sempre era. 

Após abraçar Kamilly, Benny foi abraçar o Kalleb; de primeiro momento, os dois se estranharam, mas logo se abraçaram e Benny o agradeceu. 

domingo, 19 de outubro de 2025

⏳1° Geração Humanos⏳{Amanda Sales} ⏳(UD-ESTÚDIO)

Amanda Sales

Amanda não era o tipo de pessoa que saia e se aventurava, isso, antes de conhecer seus melhores amigos.

Aquele dia, ela havia dormido no estúdio, lugar que se reunia com os amigos.

 O lugar era mágico, o tempo passava devagar em comparação ao lado de fora, o que lhe permitia fazer de tudo. 

Ao acordar, se levantou e foi até o andar de baixo. Estava vazio, havia acordado cedo amei uma vez.

Tomou seu achocolatado e subiu novamente para o quarto. Queria ficar em seu quarto, então pegou seu livro e foi para o quarto de Kalleb, que, por sua vez, dormia ocupando a cama inteira.

Ajeitou as pernas do namorado e se sentou na cama, começando a ler e voz baixa, sabendo que ele amava ouvir sua voz.

Kalleb reconheceu a realidade até em seus sonhos, se virando na cama e dando um sorriso discreto, mas notado por Amanda.

O dia foi amanhecendo e logo Amanda terminou seu livro.

Quando ia se levantar, foi puxada por Kalleb e ouviu um murmúrio:

— Fica... Só mais um pouquinho...

Não resistiu, se deitando na cama, colocando a cabeça sobre a mão dele, como sempre fazia.

— Por que não disse que estava acordado?

— Gosto de te ouvir lê, sempre gostei — respondeu ele, abrindo os olhos.

Amanda sorriu com aqueles olhos azuis do namorado.

— Seu idiota — murmurou sorridente.

Inquieta, saiu da cama, ouvindo um murmúrio de Kalleb que se forçou a levantar também e ir atrás de Amanda.

Os dois seguiram para o andar de baixo, mas para a surpresa de Kalleb Amanda seguiu para a floresta junto dele. Quando terminou, os dois entraram, percebendo que todos já se encontravam acordados.

— Alguém planejou alguma coisa pra hoje? — viu Benny perguntar.

— Estava pensando em alguns jogos, que tal? — sugeriu Amanda.

Talvez não fosse a melhor ideia, já que Benny era muito competitiva, mas todos concordaram.

Decidiram jogar o jogo verdade ou desafio, mal sabia que isso estava fazendo com que Amanda tivesse mais ideias para escrever.

O jogo seguia animado, mas haviam se dividido em dois grupos sem perceber: homens e mulheres.

Infelizmente, Amanda não gostava muito disso então saiu fora e pegou um outro jogo, sabendo que seu melhor amigo estaria disposto a jogar.

— Xadrez? — perguntou para o albino.

— Xadrez! — respondeu ele animado.

Os dois se afastaram um pouco do grupo e começaram a jogar.

Eles dois viam além dos gêneros e estavam bem com isso, os amigos respeitavam o espaço deles e estava tudo bem.

Conversavam entre si, sobre assuntos variados.

Esse era um dia normal de Amanda, um dia que lhe  deixava feliz e confortável. Uma rotina de quando não tinham o que fazer.




⏳1° Geração Humanos⏳{Alex Xandrez}⏳ (UD-ESTÚDIO)

Alex Xandrez 

Naquele dia, Alex acordou mais cedo do que era acostumado.

Se levantou e lavou o rosto. Para a sorte havia prendido seus longos cabelos loiros e não se encontravam embaraçados; quando se esquecia, ficava com raiva e tinha que tomar um banho, lavando os cabelos para assim voltar ao normal.

Mas aquele dia, estava bem humorado. Não era seu aniversário, nem o de casamento de seus pais, nem mesmo de algum deles, não era nada do tipo.

Antes que descesse para preparar o café para seus pais, decidiu passar no quarto dos dois, torcendo para que não visse coisas que não gostaria.

— Ufa, ainda estão dormindo — suspirou aliviado.

Foi para a cozinha e começou a preparar o café. Pode não ser filho de sangue de seu pai Alessandro, mas havia aprendido a cozinhar muito bem!

O cheiro do café começou a subir para o andar de cima, acordando o segundo loiro da casa.

— Xande... — Alessandro disse desconfiado.

Sem saber se era um sonho ou não, procurou pelo marido na cama, se surpreendendo ao vê-lo ainda adormecido.

Se levantou e seguiu para a cozinha, se deparando com um Alex preparando o café.

— Alex, o que te deu pra acordar tão cedo? — perguntou ao filho, esfregando os olhos.

— Vai dizer que você se esqueceu? — perguntou Alex, surpreso.

— Esqueci do que? — Alessandro realmente não se lembrava.

— Logo você esqueceu solzinho? — logo se depararam com Alexander atrás de Alessandro. 

Alexander seguiu para o café que o filho lhe ofereceu e logo após pegar, se sentou á mesa.

— Esqueci do que? — Alessandro perguntou novamente, com o tom de voz modificado.

Alexander se engasgou com o café ao perceber que o marido estava começando a ficar irritado.

Alex, paralisou, olhando de relance para o pai, logo vendo o elástico que prendia seus cabelos, estourado no chão.

— Do restaurante pai... — Alex gaguejou — hoje o restaurante faz um ano...

Alessandro ficou de boca aberta. Havia se esquecido de quando abriu o próprio restaurante.

Se lembrava muito bem de quando o fez, lembrava que homenageou o sobrenome Xandrez, que adquiriu de Alexander após se casarem.

Se lembrava de quando pediu demissão do restaurante que trabalhava só para abrir o seu próprio! Para realizar seu sonho. Como foi possível esquecer dessa data.

— Sandro? — ouviu a voz do marido.

— Vem pai, toma um café e eu te conto o que planejei — Alex sorriu.

Foi ao ver aquele sorriso que Alessandro se deu conta do motivo que fazia todos pensarem que tinham o mesmo sangue: não bastava ser loiros de tons diferentes, Alex e Alessandro tinham o mesmo sorriso.

Aqueles olhos verdes de Alex fez com que Alessandro se lembrasse da primeira vez que viu os olhos do marido, que lhe cativou pelo brilho em meio a tudo.

Seguindo o conselho do filho, Alessandro pegou o copo de café oferecido por Alex e se sentou ao lado do marido.

— Planejei uma festa, junto de todos que fizeram esse seu sonho de realizar! — começou Alex — chamei seus antigos colegas de trabalho, meus avós e meu tio... 

Alex contava animado, disse que ele seria o DJ da festa, com sua namorada como cantora. Perguntou o que o pai queria mudar, Alessandro só quis deixar aberto ao público e pediu que o filho lhe deixasse cozinhar.

Alexander, que também se lembrava da data, chamou o filho em um canto e perguntou a hora que tudo começaria.

— Queria que fosse no nascer do sol, já que somos seus sols, mas você não permitiria isso, então vai ser ao anoitecer — concluiu Alex, passando a mão em sua franja.

Alex estava certo, Alexander chama o marido e o filho de sol, pois ambos são loiros, menos ele, que tem os cabelos pretos, mas também grandes, era uma marca da família.

Quando Alex ainda era um bebê, antes de Alexander conhecer o marido, ele odiava a cor dos cabelos do filho, que lembravam os cabelos da mãe e junto disso o fato de ela os ter abandonado pela sexualidade de Alexander.

Com o tempo, os cabelos grandes da família Xandrez foram ganhando destaque pela liberdade.

— Certo — concluiu Alexander — e planejou alguma coisa até lá?

— Na verdade... Não — Alex foi pego de surpresa.

— Que tal reviver algumas coisas? — sugeriu Alexander, feliz.

— Boa! Mas... O que? — mesmo adorando a ideia de seu pai, Alex não tinha ideia do que fazer.

Alexander sorriu para o filho, que ficou surpreso, imaginando que o pai já havia pensado em tudo.

Não demorou muito para a família saísse de casa, com um rumo que só Alexander conhecia.

Quando os loiros se deram conta, estavam na sorveteria em que Alessandro conheceu Alexander e Alex.

— Não acredito! Isso foi ideia sua Alex? — Alessandro olhou para o filho, que se encontrava tão surpreso quanto ele.

— Não mesmo! — Alex logo se sentou em uma mesa.

Alex era pequeno quando conheceu Alessandro, mas se recordava muito bem da sorveteria.

A família se sentou e pediram seus sorvetes. Alexander pegou um milk-shake de chocolate branco, o seu favorito e que todos sabiam muito bem o motivo, mas isso não impedia de tentar roubar algumas mulheres do sorvete do marido.

Alex decidiu inovar, pegou uma cestinha feita de casquinha e colocou os sabores mais diferentes que poderia imaginar.

Eles chamavam muito a atenção, percebendo a cada momento os olhares de desgosto vindo de toda a parte. Não era comum homens de cabelos cumpridos tomarem sorvete todos juntos.

Mas a família Xandrez não se importava com nada daquilo, riam enquanto estavam juntos.

— Alexander! — Alessandro brigou com o marido ao vê-lo derrubar um pouco de seu sorvete — açaí mancha sabia!

Alex não resistiu em rir. Sabia que seu pai não estava irritado, mas não podia se conter, convidando até Alexander a rir também.

Essa era sua família, e Alex logo viu Alessandro rir também, mas um riso diferente, dava para ver em seu rosto que tinha um plano.

Quando menos esperou, a risada de Alex foi contida por uma colher de seu próprio sorvete em sua boca.

— Isso é injusto... — murmurou, aproveitando o doce gelado.

Mais risadas surgiram sem medo algum de serem livres.

Passaram o dia todo na sorveteria e quando se deram conta, já estava próximo do horário de início da festa.

— Pais, temos que ir! — Alex se levantou rapidamente.

— Alex, faz um favor? — Alexander se levantou e pegou a carteira — leva o dinheiro lá, eu e seu pai te esperamos lá fora — e deu o cartão ao filho.

Alex percebeu que alguma coisa o havia encômodado, esperava não ser os olhares das pessoas, mas concordou e seguiu para o balcão, vendo seus pais saindo da sorveteria.

— Foram um milk-shake de 500ml, uma cestinha de casquinha e um açaí — disse Alex ao balconista.

— Certo, deu R$50,00, aproximação? — Alex concordou.

Enquanto via o balconista digitar na maquininha, percebeu o olhar para seus pais.

— Me dix garoto, aqueles caras são seus tios? — perguntou o balconista de repente.

— São meus pais, algum problema? — Alex passou a ficar sério.

— E... Você também é gay como eles?

— Não eu não sou gay! Não é porque tenho os cabelos grandes coisas no eles, que sou gay! E se eu fosse, isso não seria da sua conta! Eles se amam e é isso o que importa!

Alex não tinha mais medo de defender seus pais, não tinha mais medo de se defender. 

Depois que conheceu seus amigos, ele passou aceitar tudo aquilo. Sempre amou seus pais igualmente e não conseguia aceitar que as pessoas não os respeitassem.

O balconista não falou mais nada depois de ouvir Alex, apenas passou o cartão e Alex foi até seus pais.

— Aqui está — entregou o cartão ao pai.

— Você está bem? — perguntou Alexander, que ouviu o filho lhes defender — quer dizer... Melhor?

— Estou sim, pai — respondeu, colocando um sorriso no rosto — não gostam quando falam mal de vocês.

Com isso, Alex arrancou sorrisos de seus pais e logo seguiram para o restaurante.

Mal sabia Alex, que seus amigos e todos que havia convidado, chegaram antes, decididos a fazer uma surpresa para a família.

E assim foi. Quando abriram a porta, até mesmo Alex se surpreendeu, pois não havia planejado aquilo.

O resto da festa se seguiu como havia planejado:

Junto de sua namorada, cantaram várias músicas que deu pai gostava.

Enquanto Alessandro, fazia sua magia na cozinha, ficando cada vez mais feliz por ver clientes entrando e participando da comemoração.

Quando tudo terminou, Alex decidiu "expulsar os pais" se oferecendo para organizar a bagunça que foi deixada.

— Vão e descansem! Eu cuido de tudo aqui! Vocês merecem — disse, se despedindo — além disso, amanhã não tem aula e sou mais jovem que vocês! Eu do conta.

Isso poderia ter irritado Alexander, por pensar que o filho lhe chamou de velho, mas logo se acalmou ao ouvir as risadas de Alessandro, que claramente era mais novo que o moreno.

O casal retornou para casa, conversando sobre o dia que tiveram, enquanto Alex estornou para dentro do restaurante.

— Você não pensou que iria fazer isso sozinho não é? — se deparou com seus amigos.

Sorriu com a frase de seu melhor amigo, Pedro e mais ainda ao ver sua namorada Benny colocando uma música para tocar.

Prendeu seus cabelos em um rabo de cavalo e começou a dizer o que cada um de seus amigos fariam.

E assim terminou um dia de Alex Xandrez, que respeita a si e aos outros. Um rapaz peculiar, mas amável por ser quem é.


📓O Caderno do Destino 📓 parte 10 Fim (UD-ESTÚDIO)

Me desculpa por ter te entrerrado caderno, você estava causando alguns problemas para as pessoas ao meu redor. 

Escrever destinos é o pior poder de todos!

Mas estou aqui para escrever uma última vez, já que meu destino já tem seu fim.

Isso está mais para uma carta, pra você Charlie, que sei que vai encontrar esse caderno quando ir ao estúdio.

Pesso desculpas por ter te privado disso por tantos anos, apenas não queria que você sofresse assim como eu sofri.

Mas o seu destino está escrito para ir lá e dar vida para aquele lugar, assim como foi feito gerações passadas.

Queria ter sido um pai melhor.

Queria que você tivesse nascido no Brasil e não no Japão. 

Queria que tivesse conhecido seus avós. Seus bisavós. Primos... Nossa família.

Sei que meu fim está próximo. Estou condenado a morte. Sei que vocês irão sofrer... 

Mas pra mim, Charlie, isso é a minha salvação... Isso está me incomodando aos meus avós, aqueles que sempre falo em minhas histórias.

Não fique triste. Fiz uma coisa que fará você nunca se esquecer de mim e nem dá história de nossa família: Os Segredos do Estúdio.

Sabe o que eu vivia escrevendo? Era esse livro. Esses livros.

Você é a última geração, aquela da qual eu vejo a pureza.

Meu bjeti... A pessoa que mais amo. As minhas lembranças estão em você.

Estarei te vendo, não importa há onde eu vá! 

Talvez eu não fique junto aos meus avós. Talvez fique. Se fica, pedirei perdão por tudo o que fiz.

Acho que espero que esse seja meu destino: quero ver meus avós no além.

 Não pense que acabou. Você, tem uma grande herança: vá ao estúdio e veja nossa história.

Seus avós ficarão muito felizes em conhecer você. E conheça seus primos também. Nossa família! Sei que eles tem muita coisa pra te contar.

Talvez da vez que conheci sua mãe. Ou quando a protegi de sua avó.

Acho que você teve sorte. Puxou meu rosto, mas a humanidade de sua mãe. Você é o fim! Por isso te contei tudo.

Você vai contar nossa história para as pessoas.

E, Charlie, isso realmente é melhor. Afinal, Kayto nunca foi embora. Ele só adormece. Não quero ferir você e nem sua mãe.

Te amo! 

Ass: kaiden Ryequid.


quarta-feira, 15 de outubro de 2025

📓O Caderno do Destino 📓 parte 9 (UD-ESTÚDIO)

Sabia que cada coisa que se é feita ou deixada de lado, cria uma nova linha? 

Exite vários poderes e vários proibidos. 

Para escrever isso, tive que pesquisar mais do que eu já sei.

Atualmente, existe 3 poderes proibidos, que para sorte são unitários em seus donos. O que significa, que o místico só tem esse poder proibido e nada mais.

O poder da visão foi um dos primeiros a ser manifestado. E o motivo de ser proibido é bem óbvio e mais ainda quando se pensa que alguém pode usá-lo de maneira errada.

Seu dono pode ver o passado, presente e futuro. Cada um usado com um propósito diferente

O místico do meu avô, tem esse poder, ele se recorda das coisas ao ver o passado, encontra pessoas ao ver o presente e tem flashes do futuro. 

Como meu avô e seu místico não são burros, eles sabem a que pertence cada visão.

E como o passado e nem futuro podem ser alterados, esse poder se torna proibido. Para a sorte deles, são responsáveis a esse nível.

Não posso dizer isso do meu tio, que tem o poder e decidiu usá-lo para salvar seu tio Kalleo de um assistente de carro.

Levou uma bronca do meu avô naquele dia, pois a linha do tempo foi mudada. E quando estava no hospital, kalleo teve a declaração de Robson sobre está apaixonado por ele.

Outro poder proibido é dos Universos. Quando falamos no que aconteceu com a Banda K&R, dá para mencionar que aquilo não aconteceu se tornou um universo paralelo.

A mística da minha avó pode vê o que está acontecendo em outros Universos, isso por ter copiado o poder da visão. 

Como o poder de copiar poderes acaba não copiando 100% do poder, isso poder não é tão proibido quando aqueles que falo.

Junto da visão, a mística também pode se teletransportar para esses universos e escrever sobre eles, criando novos assim. 

E por fim, o meu, Destino. Eu escrevo o destino dos outros e nessa, algumas mudanças que surgem no tempo e criam outro universos, são definidos por mim, que define aquelas mudanças, ações, escolhas e vidas.

Cada coisa, cada um desses poderem, estão entrelaçados um no outro, preciso deles e eles de mim. Não é atoa que acabou surgindo na mesma família. Não dá pra mudar isso.

📓O Caderno do Destino 📓 parte 8 (UD-ESTÚDIO)

Acho que me perdi nas últimas vezes que escrevi. Talvez nem tenha sido eu, mas tudo bem.

Den sabe que escrevo, de ter escrito alguma vez no meu lugar e tudo se misturou, por sorte isso não importa tanto assim.

Ainda estou meio confuso, mas vou deixar passar dessa vez.

O assunto que vou falar dessa vez é sobre Sentidos. 

Além de ser o estilo de luta que meu avô inventou, para substituir seus sentidos prejudicados. Também é os próprios sentidos que conhecemos.

A genética de nossa família é muito forte, como dá para perceber por causa da asma que é transmitida para os homens da família Ryequid. 

Meu avô não achou ser capaz de ter filhos, mas prezava por uma menina que daria o nome de Kalicia.

No fim, ele teve gêmeos, seus amigos lhe "questionam" como isso foi possível, mas todos sabem que é por causa da genética da família que segue com a geração de gêmeos. 

Meus avós só tiveram o azar de perder um filho antes de nascer. Não consigo me imaginar com um segundo tio, mas tudo bem.

Kalicia é irmã gêmea do meu pai, Kaique. E para o azar dos dois, eles pegaram a genética dos sentidos prejudicados do meu avô.

Meu avô utiliza óculos por causa do poder da visão de seu místico. Sua sensibilidade auditiva surgiu por causa da ansiedade que adquiriu muito cedo, logo após descobrir a asma.

Vez ou outra ele fica completamente surdo. Se eu não tivesse essa explicação, julgaria esse acontecimento pela idade. 

Para que isso não o prejudique tanto, ele utiliza aparelhos auditivos quando se é impossibilitado de ouvir. Mesmo que consiga se comunicar através de gestos e leituras labiais.

Seus olhos ainda sangram com visões fortes, deixando ele cada vez mais cego, mas tenho certeza que ao chegar o dia de sua morte, ainda estará enxergando perfeitamente.

Como estava dizendo, isso foi passado para seus primogênitos. Que curiosamente, nasceram no mesmo instante, não é atoa que são tão próximos.

Meu pai adquiriu a visão prejudicada, mesmo sem ter o poder da visão, ele tem que usar óculos. Isso foi descoberto quando elas seus primeiros anos na escola; não importava o lugar que os professores lhe colocassem, ele apenas copiava palavras que pensava ver, deixando todo o texto sem compreensão alguma.

Meu pai sempre gostou de estudos, não é atoa que seu destino está ligado ao OE do meu avô. 

Então, ele insistia continuar tentando, até que chamaram meus avós que levaram ao médico da família, que é cunhado meu avô e lá descobriram que meu pais é 75% cego, ou algo assim, sei que é muito alto e ele vê borrões sem os óculos.

Para sua sorte, sua geração já estava avançada a esse ponto, e como não era 100% cego, conseguiram fábrica um óculos especial para ele e funciona. Tanto, que ele consegue ver o que está em suas costas.

Já minha tia Kalicia, teve a audição prejudicada. 

De acordo com meua avós, ela chorava mais que meu pai quando eram bebês, até que de repente, ela parou e não chorou mais. 

Demoraram muito tempo para descobrir que quando ela chorava, era a audição sensível, coisa que fazia ela ouvir tudo mais alto. Para meus avós o choro tinha haver com as coisas da pouca idade.

Até que meu avô começou a achar estranho minha tia não reagir a nada do que eles falavam.

O próprio choro dela se misturavam aos sons ambiente e no fim, de tão autos que eram, estouraram os tímpanos já sensíveis.

Quando levaram ao médico da família e descobriram isso, meu avô se sentiu culpado, já que ele era assim.

Como os óculos do meu pai, os aparelhos auditivos especiais também tiveram que ser feitos, mas isso levou tanto tempo, que meu avô decidiu ensinar a linguagem de sinais para minha tia.

O mais novo da família, meu tio Allan, teve a sorte de ter apenas a asma, mesmo sofrendo vez ou outra com o poder da visão que adquiriu do místico.

Meu pai e minha tia são tão próximos que essas dificuldades os ajudava a se unir ainda mais, um protegia o outro. 

Eram os opostos um do outro, minha tia tem a escuridão, é poderosa demonstrando a raiva, meu pai é a luz, sua força vem da paz.

Eles sofriam bullying na escola por causa de suas deficiências, mas conseguiam provar que: vendo ou não, ainda podia lutar; ouvindo ou não, ainda podia lutar.

Eles também tinham o treinamento de combate na época deles é lutavam sem aquilo que poderiam lhe ajudar. Conheciam um pouco da luta Sentidos criada pelo meu avô, mas não conseguiam tudo pois cada um só tem um sentido prejudicado.

E no fim, foi assim que conheceram a pessoa com quem se casaram. 

Meu pai acabou partindo uma das asas da mística da minha mãe e com seu poder de cura, fez a asa voltar ao que era antes.

No caso da minha tia, foi um pouco diferente, já que ela já conhecia o tio Daniel antes de lutarem. Ele fazia bullying com ela.

Nas lutas, ele sempre perdia, foi aí que foi abrindo os olhos e percebendo que ela sempre foi forte.

O orgulho dos dois foi um pouco mais forte no começo: ele tinha ego e a odiava por ganhar dele. Ela, por sua vez, tinha ódio por causa do passado, definindo para si mesma que nunca se apaixonaria por uma pessoa popular.

O que ela não queria é que a história se repetisse. Já que meu avô era popular por ser rico e minha avó se apaixonou por ele.

Mas isso acabou sendo o destino da minha tia.

Em um combate contra uma fênix, minha tia estava sendo humilhada por causa da sua falta de audição, e a vontade de querer matar aquela garota, foi o que lhe fez perder.

Quando a Fênix iria atingir a minha tia, Daniel entrou na frente na forma de seu Místico e a salvou.

— Só eu posso falar assim com ela — não disse, deixando minha tia com mais raiva — então vaza guria!

Certamente era difícil para ele demostrar que a amava, mas logo se virou para ela e fez algo diferente.

— Vai! Se levanta! Cadê a mulher forte que sempre me derrota?! — disse calmamente, mas outra coisa que minha tia leu em seus lábios — mostra pra ela que você pode! Mostra a pessoa que tanto gosto!

Nunca pensei que a frase "quem briga casa" realmente fizesse sentido, mas para eles fez e assim surgiu minha prima Dayla, que estranhamente é muito calma para o temperamento dos pais.

Acho que ela deveria ser filha do meu pai e eu da minha tia. Mas fizeram exame de sangue e deu positivo para ambos os pais, o que gerou grandes risadas do meu avô.

— Nunca duvide daquilo que o destino escreveu para o futuro de vocês! — disse ele.

Eu era muito novo na época para entender que Dayla tinha que ser daquele jeito e que meu avô já sabia.

O destino realmente é curioso não é? Faz coisas que nem eu, que o defino, posso compreender.

Meu avô, vê as linhas temporais, então se recorda de seu passado, provavelmente está me vendo escrever, e sabe quando seu dia chegará.

Minha avó, deve está com suas versões de outros Universos.

Acho melhor escrever sobre esses poderes depois.

E no fim, ficou tudo sem título mesmo! Desculpa vó, me esqueci. Ou não era para ser mesmo. Devo ter pensado que isso fosse parte de uma variante do meu destino.

terça-feira, 14 de outubro de 2025

📓 O Caderno do Destino 📓 parte 6 {UD-ESTÚDIO}

Não conseguia deixar de ver sangue toda vez que olhava para meu avô. Não sabia o que aquilo queria dizer, tentei buscar respostas até mesmo em seu místico, mas não tive resposta claras.

Sei que eles não podem me contar sobre o futuro, mas consigo ver em seus olhos que sabem o que está acontecendo e que não podem me contar.

Sem saber para quem socorrer, fui até minha namorada e pedi para olhar o caderno de anotações dela. 

Ela sempre escreve tudo o que sabe sobre os misticos. 

Antigamente, minha avó tinha uma bjeti com todo o conhecimento sobre os místicos, para a sorte, Mystie desconhece da bjeti, se não, iria perguntar todo tipo de coisa.

O caderno de anotações era mais bagunçado do que a cabeça da minha avó... Amo minha avó, mas, não posso negar a bagunça...

Mystie desenhava cada místico, tinha até o Den, não pude deixar de rir ao ver que ela deixou uma asas de casa espécie.

Também tinha algumas anotações nos cantos. Naquela página em específico, falava das espécies.

Mas logo achei dos poderes, tinha dos clássicos, mas aquele que eu precisava, só tinha informações que eu já tinha.

Desapontado, voltei pra casa, pensei em escrever um pouco, mas fiquei com bloqueio enquanto estava na escrivaninha. 

Me irritei e sai com raiva. Queria pular a janela, mas acabei me sentando no para-peito e olhando o nascer do sol, não havia me dado conta de que já era tão tarde.

— Ainda acordado? — fui surpreendido pelo meu pai.

Ele ama ver o nascer do sol e provavelmente iria sair para ver, mas decidiu se juntar a mim.

Como não respondi nada, ele percebeu que havia alguma coisa de errado.

— Viva um pouco Kaiden, a morte sempre está perto, e se não viver, não vamos morrer em paz — disse sorrindo.

Meu pai era professor de várias matérias, enquanto sabia a coisa certa para dizer na hora certa.

Foi ao notar o sorriso dele para o sol, que vi o sorriso do meu avô.

Após ver aquilo, minha visão focou nas minhas mãos com sangue por um tempo. Me assustei e cai da janela.

Ainda via minhas mãos com sangue, e depois, me vi segurando meu avô.

Foi aí que entendi. Aquilo se tratava da morte do meu avô...

Depois de recuperar o controle da minha respiração, soube que aquilo fazia parte do meu destino, talvez um grande, mas não sabia dizer. 

O que sei, é que meu avô morreu feliz.


📓 O Caderno do Destino 📓 parte 7 {UD-ESTÚDIO}

Sabia que almas de Bjetis também podem ir para outros? Ou até mesmo para pessoas? 

Eu não.

Fiquei sabendo por causa da Estudrys, "a nossa bjeti".

Os bjetis lembrança são tão raros que podem ser qualquer coisa que tenha uma lembrança, se manifestando de formas diferentes. 

Para a banda K&R, os instrumentos músicas apenas revelam as memórias de seus antigos donos.

Enquanto Estudrys, guarda as "vidas" de todos que lá já passou. Mas, como outros, ela também pode se tornar uma humanoide, só que, diferente dos demais, o prédio não some.

Ela me disse que as lembranças do K&R estão com ela e que ela está com o próximo, não entendi direito sobre aquilo.

— Como assim? — perguntei.

— Existirá outro depois de mim — e sorriu.

A primeira geração não teve, pelo simples fato de ser a primeira. O que lhes ajudava era a bjeti do meu avô, que era um álbum de fotos.

Depois deles, começou a surgir. Como a segunda geração tinha mais contato com a primeira, o bjeti Lembrança, foi para a banda, que viveu entre a primeira e a segunda geração sem fazer parte delas em si.

Depois, veio Estudrys, que ajuda
 a gente, da terceira geração a lembrar e vivênciar um pouco das gerações passadas.

Aquela frase de Estudrys só me fez pensar que haveria uma quarta geração, mas ela não sabe sobre o futuro.

— E porque não seria você?

— As lembranças passam de geração em geração Dezin — ela sorriu, me chamando pelo apelido da minha avó.

Ela conseguiu se materializar em qualquer um que já esteve lá. 

Já tentou me dar uma bronca como se fosse meu pai, mas não deu certo.

Mesmo que seja o clone perfeito, eu não caio nessas coisas, sei reconhecer quando as pessoas não são o que são.

Não é atoa que até hoje não fiz amigos. Todos tinham interesses no que minha família conquistou. 

E, infelizmente para eles, sei reconhecer mentiras.

Já fui tachado por várias coisas, na maioria era de ódio vindo de colegas, a minoria era de pessoas mais velhas, que achavam que meu avô era meu pai por sermos tão parecidos.

Quando me dei conta, Estudrys já estava na forma da minha avó, eu queria muito pedir para ela voltar, mas pensei melhor e a olhei sério.

— O que ela diria? Para o passado dela? — perguntei.

— Não chore pelos machucados, cicatrizes mostram força. Lute pelo certo, mesmo com pé atrás. Viva sua história. Seja você. — ela tentou pensar, mas no fim, deu de ombros — coisas do tipo.

Sorri de canto, mas não foi pelas palavras, mas sim por ouvir um bater de asas vindo de trás.

Não demorou muito para que minha verdadeira avó se senta-se ao meu lado.

— Que tal assim — ela começou a falar — A vida cheia de desafios, as pessoas não vão gostar por você ser diferente, mas continue lutando, pois logo chegará no melhor lugar. O futuro de aguarda para ter muitas coisas, não tenha medo das quedas do caminho, chore o quanto tiver que chorar, mas viva o que tiver que viver, supere aquele que lhe feriu e faça o oposto do que lhe fizeram.

O meu sorriso aumentou. 

Minha avó não poupava palavras, nem mesmo na escrita, o que a irritava vez ou outra. Mas ela sabia que algum dia, as pessoas dariam ouvido, isso se já não tiverem.

Encostei minha cabeça em seu ombro e me permiti ouvir seu coração bater. Era tão bom quando se misturava ao vento.

Me permite dormir e nem me dei conta quando Estudrys enrostou em mim e me fez sonhar com os meus avós quando eram mais jovens.

Espero que você, meu querido caderno, torne o meu destino, grande.


📓 O Caderno do Destino 📓 parte 6 {UD-ESTÚDIO}

Não conseguia deixar de ver sangue toda vez que olhava para meu avô. Não sabia o que aquilo queria dizer, tentei buscar respostas até mesmo em seu místico, mas não tive resposta claras.

Sei que eles não podem me contar sobre o futuro, mas consigo ver em seus olhos que sabem o que está acontecendo e que não podem me contar.

Sem saber para quem socorrer, fui até minha namorada e pedi para olhar o caderno de anotações dela. 

Ela sempre escreve tudo o que sabe sobre os misticos. 

Antigamente, minha avó tinha uma bjeti com todo o conhecimento sobre os místicos, para a sorte, Mystie desconhece da bjeti, se não, iria perguntar todo tipo de coisa.

O caderno de anotações era mais bagunçado do que a cabeça da minha avó... Amo minha avó, mas, não posso negar a bagunça...

Mystie desenhava cada místico, tinha até o Den, não pude deixar de rir ao ver que ela deixou uma asas de casa espécie.

Também tinha algumas anotações nos cantos. Naquela página em específico, falava das espécies.

Mas logo achei dos poderes, tinha dos clássicos, mas aquele que eu precisava, só tinha informações que eu já tinha.

Desapontado, voltei pra casa, pensei em escrever um pouco, mas fiquei com bloqueio enquanto estava na escrivaninha. 

Me irritei e sai com raiva. Queria pular a janela, mas acabei me sentando no para-peito e olhando o nascer do sol, não havia me dado conta de que já era tão tarde.

— Ainda acordado? — fui surpreendido pelo meu pai.

Ele ama ver o nascer do sol e provavelmente iria sair para ver, mas decidiu se juntar a mim.

Como não respondi nada, ele percebeu que havia alguma coisa de errado.

— Viva um pouco Kaiden, a morte sempre está perto, e se não viver, não vamos morrer em paz — disse sorrindo.

Meu pai era professor de várias matérias, enquanto sabia a coisa certa para dizer na hora certa.

Foi ao notar o sorriso dele para o sol, que vi o sorriso do meu avô.

Após ver aquilo, minha visão focou nas minhas mãos com sangue por um tempo. Me assustei e cai da janela.

Ainda via minhas mãos com sangue, e depois, me vi segurando meu avô.

Foi aí que entendi. Aquilo se tratava da morte do meu avô...

Depois de recuperar o controle da minha respiração, soube que aquilo fazia parte do meu destino, talvez um grande, mas não sabia dizer. 

O que sei, é que meu avô morreu feliz.


sábado, 11 de outubro de 2025

Falha

As vezes me pergunto o que foi que eu fiz. 

As pessoas simplesmente parar de me tratar como antes de uma hora para outra.

Posso sempre ser animada. Mas, decidir apagar esse brilho um pouco, pois sempre brigavam dizendo que ofuscava.

Não quis estar nos olofotes de nada. Mas as pessoas sempre quiseram me colocar em um pedestal.

Mantive o silêncio, talvez ninguém tenha visto a diferença... Mas, quando começo a falar, já me tratam como errada, sendo que fiquei quieta a todo momento.

O que tenho que fazer para ser normal?

Me falam que me destaco por ser diferente. Amo ser diferente, mas odeio a atenção...

Era para todos estarem coloridos, imaginei que não estariam e não fui também, deixei guardado na bolsa... Me pediram para colocar... Dizendo que era por isso que eu sou quem sou, porque ilumino tudo com minhas cores...

Mas, por que só eu? Por que eu quem tenho que chamar a atenção para mim? 

Me senti desconfortável...

Quero ser um fantasma e não um unicórnio...

Voltei a me esconder.

Alguma hora, o sol que ilumina o dia, tende se por e se tornar noite.

O meu, se pôs a um tempo, e acho que só agora, essa depressão, que já me acompanhava antes, decidiu se revelar.

Me dedico tanto, mas ninguém percebe o quanto estou cansada.

Sempre há fofocas, enquanto eu, penso que sou o assunto.

Falta pouco para meu tempo terminar e percebo que ninguém vai sentir minha falta.

Eu poderia usar isso para descansar, é o que me dizem. Planejei algumas coisas... Mas sei que logo, esse descanso, não terá mais sentido algum.

Por que agora, após um ano, eu estou me sentindo sozinha em um lugar que me acolheu?

Talvez seja porque está chegando perto a época em que lhe conheci... A época que pensei que teria felicidade e que no fim, tirou tudo de mim.

Não consigo olhar no espelho sem parar e esperar que quebre.

Não consigo tomar um banho, sem pensar e tentar conter o choro que quer sair em gritos.

Algum dia, eu espero, de verdade, que algo faça isso tudo passar, e que eu deixe de cometer erros...

As pessoas me ensinam... Mas sempre que aprendo alguma coisa nova, que passo a executar isso, as pessoas me dizem que estou errada...

Não quero mais ser envolvida em coisas que não me fazem respeito... Eu não tenho nada haver com amizades de ninguém.

Só quero o que me representa. Mas ninguém se interessa em me falar dessa parte.

A minha vida, não interessa a ninguém, mas todos sabem... Não gosto de pessoas, pois nunca são confiáveis e muita já se provam assim.

Deixei de confirmar até em mim, já que sou imprevisível e ninguém confia.

Aqueles que pensa serem meus amigos, passaram a procurar por outra pessoa. 

Acho que está tudo bem. Isso sempre acontece. Mas me diga uma coisa: a onde foi que eu errei?

Sento em mesas cheia de pessoas, mas as vezes, me sinto sozinha. Aquilo tem realmente senti?

Quero o mundo de fantasias que nunca irá existir.

Falo com muitas pessoas, que passaram a me interpretar parcialmente, não sei se isso é bom. Já que, ainda guardo muito para mim, não tenho com quem desabafar sobre o que tanto tenho preço em minha garganta.


🎤 Diário de Música 🎤 parte 4 (UD-ESTÚDIO)

Eu sei cuidar de mim 

(Verso 1)
Só precisava escutar
Que alguém ainda acreditava em mim
Foi tão bom ouvir isso de ti
As páginas que sempre escrevi

Agora eu preciso ser mais forte
Pra o destino ser justo, enfim
Não posso mais temer a morte
Mesmo que ela olhe pra mim

(Pré-refrão)
Só ignore o quanto dói
Preciso pensar em nós
Todos que admirei se foram,
E eu sigo só, entre nós...

(Refrão)
Não precisa se preocupar,
Eu sei cuidar de mim
Mas quem vai me salvar
Se eu cair no fim?

Foi o que eu decidi,
Vai ser melhor assim
Não precisam me ouvir,
Eu ainda vou insistir!

(Verso 2)
Decisões têm que ser tomadas,
Mesmo que o coração se parta
Matar pra salvar... que estrada amarga
Mas é o que o destino guarda

Eu tento, e quanto mais entendo
Mais vejo que somos iguais
Sou o último, espero
Que meu coração de ferro
Aguente o que vem por trás

(Refrão)
Não precisa se preocupar,
Eu sei cuidar de mim
Mas quem vai me salvar
Se eu cair no fim?

Foi o que eu decidi,
Vai ser melhor assim
Não precisam me ouvir,
Mas vou resistir!

(Ponte – com emoção crescente)
Saiam de perto de mim!
Por favor, eu também tenho medo...
Último herdeiro, tem que ser eu
Mesmo que o céu desabe cedo

Saiam de perto de mim!
Não é coragem, é desespero
Não precisam entender
Mas eu carrego o mundo inteiro...

(Final – quase um sussurro)
Não sei se aguento mais
Esse fardo em meu coração
Mas não precisa se preocupar...
Eu sei cuidar de mim...

https://suno.com/s/t1QOna9U29kVlRFm

(Kaiden Ryequid/Den Wiki)

Ass: Benny Olzam 

Vazio

Já não é a primeira vez, que me perco no que faço, que o foco de pouco tempo atrás, não existe mais. 

Essa vida, tão animada, perde o sentido.

Me prometi muitas coisas e no fim, tudo se perdeu. Planejei tempos para mim, coisa que antes foi removida.

A correria do dia, me tirou a alma. Mas a paz, não se tem lugar.

Controlo o que faço e como faço, mas os portões para outros, ainda se encontram fechados.

As músicas que ouso, já não invadem mais minha mente. O que escrevo, demorou a pensar...

Mas o destino é assim, definimos e depois descobrimos.

Não posso falar de amor, pois aquele da qual sentia, foi roubado de mim. O medo que tanto tinha, de perder a felicidade, se realizou.

Muitos pensam que sou feliz, mas não me sento feliz.

Não me importo mais com. A minha vida. Leve-me daqui, o quanto antes.

Preciso sobreviver esse ano, talvez no próximo, eu passe a viver.

Estou com aquela sensação de novo, de ser um erro. 

Me mantive quieta, acho que me desloquei da realidade mais uma vez.

Quero chorar, mas o sentimento não me vêem.

Talvez, eu consiga realizar tudo o que desejo. Talvez. Devo ter paciência, apenas.

Odeio fim de ano. Pensar que mais um se foi e que nada aproveitei e sim desperdicei. Com a promessa que o próximo será melhor, mas tudo apenas se repente.

O destino me quis em dezembro, as vezes meus presentes dobram, as vezes são um. Mas ainda assim, me lembra que tudo não significa nada.

Nunca pude comemorar na escola. Esse ano, seria minha última chance. E já sei que não vai acontecer, como foi nos outros.

Já me disseram que fazemos nosso futuro. E aqui está o meu: vou seguir o que o destino me colocar. Claro que tenho expectativas, mas não posso me prender ao que quero.

Já sei os resultados de muita coisa, afinal, no final sempre é o mesmo.

As vezes, só quero ficar sozinha em meio ao silêncio.

As vezes dizem me conhecer, mas não vêem aquilo que escondo.

Não tenho vida social e nem liberdade para isso.

Ano que vem, estou pensando em procurar por uma casa. Mas, ao mesmo tempo, estou insegura, sei que meus pais me protegem.

Eu não conto as coisas pra eles, não sei porque.

Eu respeito os outros e os amo como são, cada peculiaridades me cativa. Acredite, adoraria pegar a garota de cabelo colorido que vi no meu trabalho, até me atrapalhei por não parar de olhar.

Mas, por as pessoas não são assim comigo?

Não decido fazer mal a ninguém, mas ainda assim, ninguém vê quem eu sou.

As vezes, colocam a culpa na adolescência, dizendo que tudo logo irá passar. Mas, então, por que esses sentimentos só aumentam?

Não vejo ninguém me apoiar, apenas questionar e brigar, como se eu fosse errada em seguir o meu sonho.

Acho que devo realmente prefirir mulheres a homens. Infelizmente, os dois me dão problemas.

Talvez, eu esteja me torturando de propósito, como foi com a gengiva e com minha boca, gosto de saber que o monstro do qual todos se afastam, está sofrendo. 

Mas as vezes, não funciona e tenho que ir para o mental.

Já não basta estragarem tudo? Eu tenho que fazer isso por mim.

É tão errado assim, querer se parecer com um homem? É tão errado assim não se indentificar com um gênero? É tão difícil apenas, não usar pronomes?

Me sinto invisível, não acolhida. Como se fizessem de propósito, mais uma vez.

Isso doe sabia? Saber que está acontecendo de novo, por causa desse meu jeito que ninguém conhece de verdade.

Só vejo as pessoas indo, sem me dizerem seus motivos.

Sei que você irá também, mas se não for, tenha paciência, talvez ano que vem, esse demônio saia de mim... Ou eu sou o demônio e também te expulsaria da minha vida assim que você permitir que ele saia.

As vezes, queria não revelar meu verdadeiro eu para as pessoas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

🎤 Diário de Música 🎤 parte 3 (UD-ESTÚDIO)

Lena Holzer 

[Verso 1]
Caminho só, sob a luz prateada,
O mundo me olha, mas não me entende nada.
Entre portais que brilham, eu quero passar,
Mas o planeta me diz que não posso andar.

[Pré-Refrão]
Sinto o silêncio me chamar,
Mas meu coração não quer parar.
Mesmo que o mundo queira me limitar,
Eu sei que ainda vou me encontrar.

[Refrão]
Sou Lena Holzer, entre portais e sombras,
Meu caminho é meu, minha força não se dobra.
Mesmo só, eu vou lutar, descobrir, sonhar,
No universo inteiro, eu sei que vou brilhar.

[Verso 2]
Raposa me fala de mundos além,
Segredos do planeta guardo também.
A solidão me moldou, mas não me quebrou,
Cada passo que dou, minha essência mostrou.

[Pré-Refrão]
Sinto o silêncio me chamar,
Mas meu coração não quer parar.
Mesmo que o mundo queira me limitar,
Eu sei que ainda vou me encontrar.

[Refrão]
Sou Lena Holzer, entre portais e sombras,
Meu caminho é meu, minha força não se dobra.
Mesmo só, eu vou lutar, descobrir, sonhar,
No universo inteiro, eu sei que vou brilhar.

[Ponte]
O passado ficou, mas não me prende,
O futuro é meu, e ninguém entende.
Entre magia, luz e escuridão,
Eu sou única, minha própria canção.

[Refrão Final]
Sou Lena Holzer, entre portais e sombras,
Meu caminho é meu, minha força não se dobra.
Mesmo só, eu vou lutar, descobrir, sonhar,
No universo inteiro, eu sei que vou brilhar.

https://suno.com/s/Zq3kCfXbskE68tul


https://www.wattpad.com/story/390648226?utm_source=android&utm_medium=link&utm_content=story_info&wp_page=story_details_button&wp_uname=AmandaEstudio

Ass: Benny Olzam 

🎤 Diário de Música 🎤 parte 2 (UD-ESTÚDIO)

Levantando das sombras 

[Verso 1]
E quem sempre se escondeu do mundo,
Nas sombras... (bis)
Deu início à nossa história,
Entre ruínas e memórias.

Te entrego o meu coração,
As trevas destruíram o chão,
Mas nesse mundo,
Nunca irão nos parar!

[Pré-refrão]
Ao seu lado eu vou lutar,
Despertou o que dormia lá,
No fundo da minha alma —
E agora ela grita!

[Refrão]
Eu e você,
Você e eu,
Nunca irão nos parar!
Enfrentaremos tudo,
Sempre juntos,
Nas sombras, pra brilhar!


---

[Verso 2]
Buscando me conectar,
Tanta coisa pra desvendar.
Busco a paz,
Tentando me encontrar por aí.

Pra recomeçar,
Eu vou viajar pra outro lugar,
Com meus amigos, vendo o mar,
E o mal vai se dissipar.

[Ponte suave]
Busco a paz...
Tentando me encontrar por aí.
Com tempo pra descobrir
A melhor versão de mim.

Pra recomeçar... (bis)


---

[Verso 3 – virada de energia]
Já me aceitei, já me encontrei,
Não se preocupa, agora eu tô bem!
Eu me achei,
E sei o meu valor também.

Busco a paz,
Tentando me encontrar por aí.
Tempo pra errar,
Pra consertar também.

Pra recomeçar...


---

[Drop / Rap bridge🔥]
Ninguém pode me parar,
É melhor nem tentar.
Eu sou a rainha e o rei,
Desse lugar!

Me levantei, fiz minha escada,
Cada queda foi riscada.
Se eu quero, eu consigo,
Mesmo tendo que arriscar!

A minha coroa —
Nunca saiu do lugar! 👑


---

[Rap 2 – mais agressivo]
Quem não falha aqui sou eu,
Por isso hoje falo menos.
Peço perdão, ou talvez não,
Se eu pisar, é por instinto, irmão!

Se eu quero eu consigo,
E repito devagar:
A minha coroa nunca saiu do lugar...

Nunca! (bis)


---

[Verso 4 – final emocionante]
Já tava a um passo de desistir,
Tanto esforço, nada a florir.
Mas cada tapa na cara,
Virou o fogo da minha chama!

Primeira vez que senti
A sensação de vencer.
Eu tô vivendo um sonho,
E ninguém pode dizer!


---

[Final / Refrão épico]
Acredite, o dia vai chegar! (bis)
Era isso mesmo o meu futuro?
Agora eu entendo tudo.

Acredite —
O dia vai chegar!
(Recomeçar, recomeçar...)


---

✨ Fim:
(voz suave com eco)
“Nas sombras...
Eu me encontrei.”

https://suno.com/s/FjJYaWrBxKdUZkxH

Ass: Benny Olzam 

🎤 Diário de Música 🎤 parte 1 (UD-ESTÚDIO)

Os Segredos 

[Intro – Etérea, suave]
No silêncio do estúdio,
Ecos de passos que ninguém ouviu,
Cada sombra tem sua história,
Cada luz revela o que já existiu.

[Verso 1 – Rap/pop leve]
Andamos entre cortinas e câmeras,
Entre sorrisos falsos e verdadeiras esperas.
Segredos guardados nas paredes,
Cada traço, cada riso, cada detalhe que reveste.

Olhos que brilham com sonhos proibidos,
Corações que guardam mundos escondidos.
A cada cena, a cada ato,
Somos mais que personagens, somos fato.

[Pré-Refrão – Emocional]
E mesmo quando o medo tentar nos calar,
A luz do estúdio insiste em nos guiar.

[Refrão – Épico/Pop]
Segredos que nos movem,
Histórias que nos chamam pra lutar.
Entre sombras e cores,
Somos quem somos, prontos pra brilhar!

A magia está nos detalhes,
Nos olhares, nos gestos, na dança final.
No estúdio, nossos mundos se encontram,
E nada poderá nos parar.

[Verso 2 – Rap mais intenso]
Entre portas que sussurram o impossível,
Entre linhas que escrevem o invisível.
Cada personagem tem seu segredo,
Cada alma um motivo, cada medo um degredo.

O passado espreita em cada take,
Mas seguimos firmes, sem deixar o sonho escapar.
Entre câmeras e espelhos, a verdade se mostra,
E o estúdio é nosso mapa, nossa rota.

[Ponte – Atmosférica, quase cantada]
Sinta o vento das histórias ao redor,
Ouça as vozes, elas nos imploram por amor.
E mesmo que tudo pareça desabar,
Nosso segredo é o que nos faz voar.

[Refrão Final – Grandioso]
Segredos que nos movem,
Histórias que nos chamam pra lutar.
Entre sombras e cores,
Somos quem somos, prontos pra brilhar!

A magia está nos detalhes,
Nos olhares, nos gestos, na dança final.
No estúdio, nossos mundos se encontram,
E nada poderá nos parar.

[Outro – Etéreo]
E enquanto o estúdio respira,
Nosso segredo permanece vivo…
Sempre vivo.

https://suno.com/s/Knxfr59BGXyjjvhX


Ass: Benny Olzam 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

Padrão

Acho que as pessoas perderam suas identidades... 

O mundo está padronizado... E não acho que é de um jeito bom...

São poucas as pessoas que vejo que realmente são únicos...

Escondo quem sou para tentar me infiltrar, isso no lugar que chamo de lar. O ruim é que isso me afeta...

Sempre saio de uma prisão em entro em outra. E cada vez mais, essas grades vão encolhendo e me sufocando casa vez mais.

Não sei quanto tempo mais vou aguentar tudo isso. Não me vejo no espelho e tenho medo de olhar e quebrar.

Se toda vez que for para me sentir bem, tiver que usar uma máscara para esconder minhas cicatrizes..  eu não estou no lugar certo pra mim...

Isso tudo está doendo... Pois sei o final de tudo isso... Vai se repetir...  De novo e de novo...

Não sinto mais nada... Acho que todos os meus sentimentos foram levados... 

Já prevejo o futuro, os inúmeros futuros que tenho de possibilidade e nem um me afeta...

Talvez a dor física seja melhor. Melhor do que a mental, que mesmo sem nada aqui dentro, surge a vontade de chorar...

Por que as pessoas fazem o que fazem?

Porque tudo que é de mais aumenta o ego? Ricos, pessoas que fazem academia, famosos, etc. Por que não são originais? Sempre iguais aos outros?

As pessoas acham que o novo não levará a nada, mas o velho logo irá embora...

Como se fica depois?

Ainda não gosto... Não verdade, odeio tudo o gostam e amo o que odeiam... Por que funciona assim?

Sempre fui o tipo de "moleca" e nunca me dei conta. Após um longo tempo, descobri o motivo.

Jogar por dois lados não deveria ser um problema, mas para todas,essa escolha, esse ser é fora de padrão...

Ninguém é uma Barbie... Mesmo tendo várias profissões...

Não quero ser assim. Mas para não dar tudo errado, tenho que colocar essa máscara...

Mas quero mostrar todas as minhas cicatrizes! Até às novas que ainda estão sangrando... Pois é essa a prova da minha força...

Por favor, não me forcem a ser igual a eles... Não quero ser um zombie... Uma prisioneira do padrão... Não implorei tanto por liberdade... nunca implorei tanto para ter um motivo para continuar viva....

📓 O Caderno do Destino 📓- parte 5 {UD- Estúdio}

"O Lobo de Fogo" 

Talvez eu devesse começar a colocar títulos no que escrevo, assim como a minha avó me recomendou.

Infelizmente, não pude pegar muito tempo pra conversar com ela... Ela iria escrever, e odiava ser interrompida. Não estou muito afim de morrer tão jovem.

A mística da minha avó foi a primeira híbrida de todos, e o meu místico, é o primeiro tribido, o que se torna normal a interação entre ele, principalmente que são avó e neto.

Mas esse não é o foco, infelizmente. Mas sim o que se tornou o tal título.

Den estava mais quieto que o normal, até que uma noite, me dei conta que ele estava tendo um pensadelo. 

Do mesmo jeito que os misticos vivem em nosso subconsciente, podemos viver também...

Foi aí que me deparei com um lobo de fogo. Pensei que era o místico do meu avô, talvez vendo a nossa linha do tempo ou coisa assim. 

No fim, não pude ter certeza, minha mente estava muito escura pelo sono.

No dia seguinte, meu pai me perguntou por que eu não dormi. O estranho, é que me lembro de ter pegado no sono.

— Você ficou a noite inteira escrevendo! Eu até te chamei e você não respondeu! — acho que foi a primeira vez que ele me deu uma bronca...

Disse pra ele que não me lembrava de nada daquilo, foi então que ele apontou para um papel da minha escrivaninha.

— Então por quê o papel ainda está aí?  Eu não estou louco Kaiden! — e saiu do meu quarto.

Estava com medo, de verdade. Mesmo que a voz que ele usou não mostrasse raiva, me deixou com medo pelo simples fato de ser diferente do pai que conheço.

Peguei então aquele papel, admito, estava com medo do seu conteúdo e ainda mais caso meu pai tenha lido.

"A maldade atinge até aquele que só quer proteger aqueles que ama. 

Ela queima como o fogo do inferno e o equilíbrio perde o controle. 

O sangue pode queimar mais forte que o rei, que morre pela mão de quem ama.

Três é de mais quando se coloca na mesa e só um sobrevive, sem nada para perder.

O vazio nunca é preenchido."

Não gostei daquelas palavras, o pior é não compreende-las completamente.

Pensei em perguntar pro meu pai, mas no almoço, vi seus olhos brilharem em branco por um instante, o que me fez recuar na mesma hora.

Pensei em ir para meu avô, já que ele é bom com metáforas e talvez aquilo tivesse haver com meu futuro. O ruim, é meu pai.

Se ele estava daquele jeito é por que suspeita de algo e as primeiras pessoas que iria perguntar qualquer coisa, seria aos pais. Não tenho culpa que admiro meus avós!

A única pessoa que me restava era meu tio. Que infelizmente ou não, estava ocupado e mesmo assim disposto.

— Sabe que não sou bom com metáforas né? — perguntou ele, enquanto concertava uma câmera.

As vezes via suas caretas ao tentar concertar, ele provavelmente sente falta do seu bjeti...

— Eu sei, mas sua visão pode ser mais ampla do que o senhor pensa — ele ergueu uma sobrancelha.

Não era totalmente mentira. E mesmo que não entenda de metáforas, meu tio não é burro.

— Verei o que eu posso fazer — esticou a mão e pegou o papel.

No mesmo instante que ativou seu poder, virou para outro lugar.

— Nella! Para de paquerar a menina! — chamou ele.

Minha prima era bem mais nova do que eu, mas já sabia muito bem suas preferências: e não era homem!

Depois, ele focou nas frases, como se buscasse a linha temporal que cada uma pertence.

— Sabe que não posso te revelar o futuro, não é? — concordei com a cabeça.

Logo ele começou a me explicar um pouco do que via sobre cada frase: a primeira, ele disse que envolve a família e alguém que vai para o caminho errado. A segunda falou que o Yin Yang ficaria fora de equilíbrio. A terceira, disse que alguém da nossa família, mataria um outro membro. A quarta, ele disse, que duas coisas importantes deixariam tudo para um. E a última e a mais simples, não podemos concertar o que fizemos.

Não sei se as respostas era as quais eu preciso... Poderiam significar muitas coisas tudo aquilo...

Ele me devolveu a folha e me olhou com um sorriso forçado. Ele sabe de alguma coisa e só não pode me contar para não prejudicar o futuro.

— Não conta pro meu pai... — pedi e fui embora.

Nem mesmo me despedi de Nella, que adoro tanto.

Segui pra casa e comecei a matutar minha cabeça sobre o que tudo aquilo significava, cheguei a poucas conclusões:

Como isso tudo aconteceu comigo, eu devo ter um papel importante...

Tentei escrever, poderia me ajudar a ligar os pontos, mas só surgiram mais dúvidas. 

Foi quando decidi rabiscar algo inusitado:

Se aquele mistico tiver alguma coisa haver, quero que ele se manifeste e me fale o que está acontecendo.

Minha mãe sempre diz que palavras tem poder, ela disse que aprendeu isso com a minha avó e que vive me dizendo "pra eu aprender a não brincar com o destino dos outros".

Curioso é que ela sabe meu nível de responsabilidade... Mas também sabe que ainda não sei controlar esse poder. Então, não tenho maturidade pra dizer nada.

Infelizmente, a frase realmente se aplica para mim.

Naquela mesma noite, o cara me acordou no meu próprio subconsciente! 

O lado ruim, é que não era o místico do meu avô...

— Olá jovem — ela era formal de mais.

Tentei me mexer, não consegui. Acho que era paralisia do sono...

— Cadê o Den? — perguntei do meu místico.

— Esse aqui? — de repente algo se iluminou e revelou Den.

— Kaiden! Acorda! — Den gritou.

Realmente acordei assustado... O ruim é que não sabia dizer se aquilo foi real ou não.

Sem sono algum, me sentei na escrivaninha e comecei a desenhar. Desenhei a imagem de Den e cada detalhe que me lembro:

O fogo havia sumido inclusive as partes de lobo. Só existia a luz e a escuridão, os chifres de demônioz uma asa de fênix e uma de demônio...

Alguma coisa me dizia que aquilo era mais sério do que eu imaginava e tive que apelar para meu pai.

Felizmente, o sol já estava nascendo, o que signicava que ele estaria lá no telhado.

Mostrei o desenho pra ele e expliquei como era o tal lobo de fogo. Ele me contou da história do primeiro rei dos lobos de fogo, aquele que diviu a alma. Disse que a parte boa havia ido para o místico do meu avô....




segunda-feira, 6 de outubro de 2025

📓O Caderno do Destino 📓- parte 3 {UD- Estúdio}

Contei para a Misty sobre o caderno, ela ficou triste por não ter contato antes, mas expliquei tudo. Ela demorou para ceder... Tive que comprar alguma coisa pra ela se render... 

Amo ela, de verdade... Mas se toda vez que ela fizer bico eu ter que comprar alguma coisa, terei certeza de que nunca receberei a herança do meu avô...

Herança... Aí uma das coisas que deveria falar...

Mas antes, o motivo de ter contado pra Misty! Além de ela ser minha namorada... É claro...

Quando a conheci, ela chegou em mim fazendo um monte de perguntas sobre o fato de eu ter um místicos tribudo. E tinha um caderno de anotações, escrevia tudo que descobria e um dia, contei sobre o poder.

— Você controla o destino das pessoas!? — estávamos tomando milk-shake e ela acabou derrubando tudo na roupa — como assim?

Antes de responder, ri que nem um doido. Amo o desastre que minha namorada é! E não mudaria isso de jeito nenhum!

Eu expliquei pra ela, que não me recordava exatamente do que mudei ou não, e que nem sabia como isso acontecia, ela me sugeriu prestar mais atenção em cada ação minha... Ajudou, um pouco...

E hoje, bem, contei do caderno, comprei alguma coisa e ela resumiu o que eu achei ser minha vida inteira em uma simples frase:

— Nunca me esconda coisa Kayden Ryequid!

— Podemos focar no meu problema? — perguntei, engolindo em seco.

— Hummm... — ela fez outro bico — tá!

Ela pegou o caderno e começou a ler. Estava só nas primeiras anotações, não tinha noção ainda do quão grande isso se tornaria.

— Realmente, essas coisas são estranhas... — ela ajustou os óculos.

Ela me contou que ainda era cedo para ter uma resposta, mas que gostaria de ficar atualizada.

Gostaria que ela não...

Algo me impediu de continuar a escrever aquela parte.

Em um futuro, ela não vai se lembrar desse caderno.

Tentei, talvez assim, eu saiba um pouco como funciona esse meu poder.

Até lá, tenho que garantir que vou ter dinheiro para o futuro...

Dessa vez, acho que eu alterei toda uma linhagem...

Nunca fui de querer dinheiro, assim como meu avô, que usou uma pequena parte de tudo aquilo para construir o Orfanato Escola. 

Ele ganhou a herança de seu primo Kleber, e quer passar para mim.

Perguntei pra ele, como a mãe dele havia ficado rica sem dinheiro, daí minha avó apareceu e disse que ela era uma Barbie da vida... Não entendi até ela me explicar que "uma Barbie" era uma boneca cheia de profissões.

— A herança da família é passada para pessoas muito especiais — explicou meu avô.

Eu poderia dizer que ele está considerando os próprios filhos "menos especiais", mas, de acordo com meu pai e meus tios, ele foi um ótimo pai.

📓O Caderno do Destino 📓- parte 2 {UD- Estúdio}

Hoje, retornei para a sala de aula que havia queimado quando Den ficou nervoso comigo falando em público. Ele provavelmente negaria isso...

Apenas espero que ele não esteja lendo essa parte.

Já sei que ele lê esse caderno. É o único que lê, já que praticamente mora na minha mente.

Mas ele é legal, mesmo tendo seus piques de personalidade vez ou outra.

A sala estava funcionando novamente, depois que consegui limpar.

Acredite, no mesmo dia que tentei, não consegui. O fogo que Den usou era mágico... Que ódio.

Mas daí, a faxineira, que tinha uma mística da água, conseguiu limpar. Nesse dia ela me deu vários conselhos bons...

Nunca mais a vi.

E é nessas horas que tenho certeza de que fui eu que a criei... Ou o contrário...

Eu já havia tentado limpar com o elemento da água antes. Também não deu certo.

Me lembro de entrar na sala e encontrá-la limpando, e conseguindo!

— Como você tá conseguindo fazer isso? — lhe perguntei confuso.

— É só reconhecer o que precisa fazer e o que foi feito — não entendi a metáfora na hora.

Sou bom com metáforas. Meu avô usa comigo o tempo todo e acabei adquirindo esse hábito e uso com minhas primas, que não gostam muito por não entenderem nada.

— Foi fogo ... Eu queimei — levando em consideração que eu e Den somos as mesmas pessoas, posso dizer que fui eu.

— Então você sabe que o fogo não vai limpar — disse passando a esponja na parede — o que deve limpar, é o oposto do que sujou.

— Eu já tentei usar a água!

— E por quê eu consego? — ela usou um pouco do elemento na parede — Vamos! Tente!

Misturei os elementos luz e escuridão e logo surgiu água, joguei na parede sem entender muito o que estava fazendo, mas logo vi as marcas de queimado escorrendo pela parede.

— Como isso é possível? — perguntei.

— Você está calmo como a água — mais uma metáfora.

Essa eu entendi. No dia que tentei limpar estava nervoso para conseguir e me sentindo culpado pelo o que fiz, esfregava com força mais não saia a marca.

— E talvez um pouco confuso — ela sorriu e continuou a limpar.

Aquilo me fez rir. Talvez tenha sido uma das poucas vezes que ri.

— Posso te ajudar? — me ofereci, estendendo a mão para pegar o esfregão.

— Quer me ajudar? — a pergunta não teve nem um sentimento.

Sem responder, peguei o esfregão e comecei a esfregar a parede queimada.

Quando me dei conta, havíamos limpado a sala toda.

Hoje, olhando aquele sala, pude ver os alunos assistindo a aula e me lembrei do menino tímido que era na idade deles.

Sorri e comecei a andar sem rumo, até que me deparei com meu avô. Ele provavelmente estava com pressa, pois olhava discretamente por todos os lados, talvez procurando por algum aluno.

— Vô... — chamei baixo...

Ele sempre teve uma ótima audição para coisas baixas, mesmo sendo sensível a sons fora do normal.

— Kaiden... — ele me olhou, mas sua visão estava bem longe de mim.

— O senhor sabe a onde está a faxineira Luiza? — me lembrei perfeitamente do nome.

— Nunca tivemos uma faxineira com esse nome... — ele murmurou, e continuou a andar.

Não quis segui-lo, serviria mais como uma distração do que ajuda... Ainda mais quando ele havia desviado de uma parede a milímetros de distância.

Me lembro bem da faxineira. Era jovem, talvez jovem de mais para aquela profissão, mas ainda assim, foi quem me ajudou...

Fui então ao encontro de outra pessoa que poderia se lembrar. Meu pai 

— Pai — para a minha sorte, ele havia acabado de terminar uma aula — o senhor se lembra da pessoa que me ajudou a limpar minha antiga sala de aula?

— Você limpou sozinho Kaiden.

Alguma coisa me dizia que eu tinha dedo naquilo. Mas, o que aquilo significava?

Tentei pensar nos possível motivos de ninguém se lembrar, mas nada era certo: 

Meu avô, mesmo com o poder da visão vendo as três linhas do tempo, ele sempre se recordava de tudo, e diferente de mim, não confundia nada. 

Meu pai, é esperto e é por isso que nunca se engana. Sei que posso contar com ele para qualquer coisa. Inclusive aquele dia, foi ele que me acolheu, interrompeu a aula que estava dando para acolher o filho em uma crise.

Então. O que aconteceu com a faxineira Luiza? Agora não consigo ter certeza, mas minha mente diz que ela existiu.

QD - PRÓLOGO

Em uma galáxia distante, esquecida até pelos mapas estelares mais antigos, existe um planeta com uma história única. Seu nome? Lurester - o ...